Depois de anunciado ontem que o Santander tinha atingido um lucro de 3.675 milhões no primeiro semestre de 2021, José Antonio Álvarez, presidente do banco, anunciou que não espera oposição do Banco Central Europeu (BCE) para distribuir até 50% do lucro. Em Portugal, os lucros caíram 52,9% para 81,4 milhões no mesmo período.
Antonio Álvarez, explicou que o grupo “pretende aprovar em setembro um dividendo que representará entre 40% e 50% do lucro (pay out), como era hábito antes da pandemia”, pode ler-se no ‘El País’. Essa data coincide com o término da recomendação do BCE sobre a remuneração aos acionistas.
O presidente do Santander acredita que o BCE não dificultará esta ação por parte do banco. “Dada a solidez do negócio e a qualidade do balanço, não acredito que o BCE vá colocar problemas a uma entidade como o Santander que tem uma política de dividendos que considero prudente”, disse.
De acordo com a mesma publicação, “o principal barómetro que o BCE utilizará para aprovar a política de dividendos de cada entidade, após levantamento do veto e recomendando prudência ao setor, são os stress tests realizados este ano”.
Os resultados destes stress tests serão conhecidos amanhã, mas o CEO do grupo espanhol acredita que o Santander se “sairá bem” e que poderá pagar os dividendos como planeado. O diretor financeiro do grupo, José García Cantera, sublinhou que nos anos anteriores o Santander se destacou como o melhor entre os bancos europeus em testes de stress.
“A intenção do grupo é remunerar os acionistas com 40-50% do lucro ordinário, depois de já terem surgido resultados melhores do que em 2019 e que apresentam um retorno sobre o capital tangível (RoTE) de 11,8% ‘acima do custo de capital’, e com um rácio CET1 de 12,11%, após aumento de 27 pontos base em 12 meses. Somente no segundo trimestre reservou 18 pontos para essa remuneração ao investidor”.




