O Novo Banco (NB) atrasou-se e hesitou no processo de recuperação de crédito de grandes devedores, aponta o relatório preliminar da comissão de inquérito ao banco liderado por António Ramalho, ontem apresentado no Parlamento pelo deputado do PS Fernando Anastácio.
“Foram identificadas algumas situações que poderão ser qualificadas como hesitações e/ou atrasos, em matéria de recuperação de crédito, relativamente a grandes devedores, nomeadamente nos casos do grupo Moniz da Maia e Ongoing, o que aumentou as dificuldades na recuperação desses créditos”, aponta o documento preliminar, citado pelo Correio da Manhã.
O documento, citado pelo CM deixa ainda críticas à gestão de António Ramalho estendem-se igualmente às vendas das carteiras de imóveis, que segundo o relatório têm sido “efetuadas por valores significativamente inferiores às respetivas avaliações”.
Também os vencimentos dos administradores do Novo Banco são alvo de reparo, com Fernando Anastácio a considerar que “uma remuneração variável no valor 1,86 milhões de euros”, a que acresce “o valor de 1,997 milhões de euros, como uma atribuição de prémios de gestão, em exercícios onde se verificaram elevados prejuízos” representa “um risco reputacional muito elevado para a instituição bancária”.
Além disso o documento aponta o dedo ao Banco de Portugal, o qual, sob o entender do relatório, “falhou em toda a linha”.
As bancadas do PSD foram as primeiras a levantar a voz contra o documento. Segundo o deputado Duarte Pacheco o relatório está “enviesado” e se assim continuar não receberá os votos favoráveis do partido, na discussão agendada para 26 e 27 de junho, assegurou o político, conforme escreve o jornal do grupo Cofina.




