De acordo com a agência de notícias italiana ANSA, a Ferrari anunciou hoje a sua primeira queda de faturação líquida desde que se separou da Fiat Chrysler Automobiles (agora Stellantis) em 2016. A explicação, é claro, está na pandemia de coronavírus que provocou quedas em todo o setor automóvel.
Os resultados divulgados esta terça-feira mostram que a marca de luxo italiana fechou o ano passado com 3,46 mil milhões de euros em receitas, uma contração de 8,1% em relação a 2019. Já o lucro líquido ficou em 609 milhões de euros, representando uma queda de 13%.
Durante o total do ano de 2020, as entregas da Ferrari ficaram em 9.119 unidades, menos 10% do que no período homólogo. Antes de 2020, a Ferrari vinha de uma sequência de quatro anos consecutivos com recordes de faturação e produção. Ainda assim, a marca italiana diz que estes números estão acima das suas expetativas, dado que a fábrica de Maranello ficou fechada durante sete semanas entre março e maio do ano passado, devido à pandemia de covid-19.
O EBDITA, que corresponde ao lucro antes de taxas, impostos e depreciação, teve uma queda de 10%, atingindo valores nominais de 1,14 mil milhões de euros. Já o endividamento industrial aumentou de 337 milhões de euros em 2019 para 543 milhões de euros em 2020.
A Ferrari anunciou ainda que distribuiu 212 milhões de euros em dividendos em 2020.
No que diz respeito ao ano 2021, a Ferrari prevê uma faturação de 4,3 mil milhões de euros, desde que o impacto da pandemia não seja superior ao esperado.



