Depois de 29 anos de existência, a gama Twingo, da Renault, chega ao fim. A confirmação foi dada pelo CEO da Renault, Luca de Meo, mas a marca francesa tem planeados outros citadinos elétricos, nomeadamente o novo Renault 5.
Fica assim confirmado que a terceira geração do Twingo, que ganhou uma versão 100% elétrica em dezembro de 2020, será a última. “A Renault vai deixar o segmento A”, disse Luca de Meo. “Tornou-se muito difícil rentabilizar um modelo de 3,60 metros de comprimento”.
O Twingo foi lançado em 1992 como uma viatura pequena, económica e polivalente, tendo obtido bastante sucesso nas cidades. Foram produzidas perto de 2,6 milhões de unidades da primeira versão, que além das características de praticabilidade, apresentava um design pouco comum para os anos 90.
Na sua segunda geração, o Twingo surgiu com um aspeto renovado, mais moderno e menos extravagante, mas o sucesso foi mais limitado: 900.000 exemplares. Hoje este modelo está na sua terceira geração e terá vendido, segundo o jornal Le Monde, 2.000 unidades em França durante o mês de dezembro.
Luca de Meo refere que “é uma pena abandonar este tipo de modelos, mas as pequenas viaturas com motores térmicos vão desaparecer devido às novas regras do jogo”. Estas novas regras são uma referência à Euro 7, uma norma europeia que vai entrar em vigor para reduzir as emissões de carbono já em 2025, e que poderá ditar o fim dos motores a combustão. Como resposta a esta nova realidade, a Renault já tinha anunciado, no seu plano estratégico, que pretende ter a sua gama constituída em 65% por modelos elétricos e híbridos quando chegarmos a 2025.
Entretanto, duas novas pequenas viaturas poderão substituir o Twingo no grupo Renault: desde logo o novo Renault 5 elétrico, já anunciado, e o Spring, que será o primeiro elétrico da marca Dacia, com lançamento agendado para o outono deste ano.




