A Fórmula 1 está em negociações com a Amazon com o intuito de exibir, via streaming, os Grandes Prémios do Mundial da modalidade, segundo noticiou esta quarta-feira o jornal Financial Times.
Chase Carey, presidente executivo da Formula One Management (FOM), empresa que gere os direitos da Fórmula 1, reconheceu que as negociações estão a ser “profícuas” e lembrou a necessidade do serviço de streaming para a expansão da modalidade, sobretudo junto das camadas mais jovens.
Este ano, a FOM negociou e renovou acordos de direitos apenas com TV no Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha e países nórdicos e está a finalizar um acordo com o Brasil.
Os negócios de transmissão representam cerca de um terço das receitas gerais, sendo a maior fatia da cadeia de televisão norte-americana Sky, do grupo Comcast, com a qual Carey celebrou um contrato, até 2024, por 250 milhões de dólares (202 milhões de euros).
A FOM está neste momento sob pressão financeira, após a perda de 363 milhões de dólares (297 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano de 2020, gerada em função da pandemia.
A Liberty Media, grupo norte-americano que comprou as ações da Fórmula 1 por 8 mil milhões de dólares (6 mil milhões de euros) há quatro anos foi, por isso, obrigada a injetar 1,4 mil milhões de dólares (1,15 mil milhões de euros) em abril deste ano, tendo realizado despedimentos coletivos e cortes nos salários dos executivos da F1.
Cabe agora ao futuro CEO da FOM, o italiano Stefano Domenicali (ex- CEO da Lamborghini), que tomará posse em janeiro, decidir se continuará as negociações com a Amazon.
A Amazon é atualmente uma das principais detentoras de direitos de exibição desportiva online do mundo. A gigante norte-americana está incluída no grupo de emissoras da Premier League inglesa e, este ano, celebrou contrato para a aquisição dos direitos de transmissão dos jogos da Major League Soccer, a Liga Nacional de Futebol dos Estados Unidos. No passado mês de novembro comprometeu-se em relação ao streaming dos jogos de críquete da Índia.



