O rescaldo de um ano de remote work

«A experiência de um ano de teletrabalho conseguiu comprovar que as organizações conseguem manter os bons resultados e os seus talentos motivados e produtivos.»

Executive Digest

Por Ricardo Magalhães, Senior Manager na área de Enterprise Solutions da Noesis

Após um ano de pandemia e, consequentemente, de trabalho em casa, importa fazer, aquilo que se costuma dizer no mundo desportivo, “o rescaldo do jogo”.  Como sabemos, no ano passado, as organizações, com os seus escritórios fechados, viram-se obrigadas a readaptar os seus métodos, formas e espaços de trabalho, apostando fortemente na tecnologia. Foi neste sentido, que se massificou o remote work, uma solução que veio para ficar.



Se, para alguns, trabalhar em casa foi uma mudança positiva necessária (menos deslocações, mais tempo para a família, melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal); para outros, o teletrabalho representou uma grande dor de cabeça (mais distrações, sentimentos de solidão, isolamento, incapacidade de desligar do mundo laboral, apresentando uma linha cada vez mais ténue entre o trabalho e a vida pessoal).

Passado um ano, são várias as opiniões de como será o futuro do trabalho. No entanto, conseguimos entender que, com uma forte e continua aposta na tecnologia, este, possivelmente em regime híbrido, será mais flexível, dando também maior mobilidade aos colaboradores das organizações. A experiência de um ano de teletrabalho conseguiu comprovar que as organizações, através de aplicações como o Zoom ou o Microsoft Teams – que permitem a construção de ambientes laborais em formato digital – conseguem manter os bons resultados e os seus talentos motivados e produtivos.

A verdade é que eram muitas as organizações cujos colaboradores estavam totalmente descontextualizados face ao mundo digital e padronizados no que diz respeito às funções do trabalho presencial. A pandemia, e o consequente teletrabalho vieram assim obrigar estes mesmos colaboradores a desafiarem-se a si próprios, com o intuito de aprender a utilizar novas ferramentas e técnicas totalmente disruptivas, vistas, nos dias de hoje, como mais-valias.

Contudo, é importante entender que a implementação de soluções como o teletrabalho vai muito além do agendamento do dia a dia das tarefas num chat, ou de uma reunião por videochamada. É necessário que toda a equipa esteja alinhada e em sintonia, de forma a que o afastamento social não prejudique os resultados da organização, assim como a cultura da mesma. É também imperativo que as equipas tenham à sua disposição todas as ferramentas necessárias para a excelência do seu desempenho, desde serviços de armazenamento e gestão de dados confidenciais (clouds), serviços de segurança informática (proteção anti-phishing) a aplicações capazes de criar um ambiente centralizado e integrado de partilha de informações.

Desta forma, conseguimos perceber que investir em tecnologia será o futuro, quer da sociedade no geral, quer da vida dos indivíduos, quer das próprias organizações, pois somente através dela é que poderemos evoluir cada vez mais e transformar crises sem precedentes, como a que estamos a viver atualmente, numa grande oportunidade.

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