À medida que a Índia atinge novos recordes mundias de casos de Covid-19 a cada dia que passa, o país pode agora vir a atravessar uma nova adversidade na sua luta contra a pandemia. É que a nova variante indiana afinal, em vez de duas, tem agora três mutações.
A estirpe B.1.617, detetada pela primeira vez em outubro do ano passado, no oeste da Índia, é agora constituída por três mutações do vírus SARS-CoV-2, avança o jornal ‘El País’. A primeira, a E484Q, é semelhante às variantes detetadas na África do Sul e no Brasil (E484K) e poderá estar na base de uma menor eficácia da vacinação e um maior risco de reinfeção. A segunda mutação, a L452R, é a mais preocupante por aparentemente aumentar o risco de transmissão da infeção, mas cujo potencial é ainda desconhecido.
E existe agora uma terceira mutação que gera alarme, a P681R, que pode otimizar o processo de entrada do vírus nas células e aumentar a sua capacidade de invadir tecidos celulares, segundo o ‘EL País’. As três mutações, ou mudanças nas sequências genéticas, podem tornar a variante indiana ainda mais contagiosa.
Os especialistas alertam, no entanto, que ainda há poucas informações sobre as diferentes versões do vírus em todo o país, sendo praticamente desconhecido o alcance dos seus verdadeiros efeitos. Pedem, por isso, cautela, avança o ‘El País’.
De recordar que a variante de Covid-19 detetada na Índia já foi identificada em pelo menos 17 países, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Portugal já detetou seis casos da variante indiana na última semana, todos “associados a Lisboa e Vale do Tejo”, avançou o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).













