O Facebook, o Twitter e o YouTube foram questionados sobre o efeito dos algoritmos que usam nas suas plataformas para tornar as suas aplicações mais viciantes e influenciar os utilizadores.
A audiência decorreu esta terça-feira, enquanto o Congresso norte-americano estudava alterações à Secção 230, uma cláusula da lei de comunicações dos Estados Unidos, de 1996, que protege as empresas da responsabilidade pelo conteúdo do utilizador. A proposta pretendia tornar as redes sociais responsáveis pela maneira como o conteúdo é partilhado e amplificado através dos seus algoritmos.
Os algoritmos são essencialmente dados informáticos, fórmulas, que as redes sociais (e a Internet de uma forma geral) usam para decidir que informações serão exibidas para as pessoas que usam uma aplicação ou um site. Podem ser usados para conhecer melhor o utilizador e, assim, influenciá-lo, com base nos seus interesses e atividades passadas. Da mesma forma que pode conduzir os utilizadores a um conteúdo mais incidente sobre as suas crenças, reforçando-as.
As três empresas refutaram, de uma forma geral, a ideia de que as suas redes pretendem criar o máximo de envolvimento possível, independentemente das desvantagens. Mas dois dos especialistas do painel de testemunhas afirmaram que os incentivos para a amplificação da desinformação de facto existem.
De acordo com a CNBC, os legisladores norte-americanos mostraram-se preocupados com o facto de os algoritmos poderem ser usados para levar os utilizadores ao extremismo ou a revelar informações falsas, especialmente sobre o coronavírus e as vacinas.
A audiência chamou também a atenção, avança a CNBC, para a necessidade de conter, de forma mais restrita, algumas das consequências mais generalizadas das redes sociais e da internet de uma forma geral, sendo essencial que as empresas se concentrem na transparência dos seus algoritmos.




