A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) encontrou uma possível ligação entre a vacina da Janssen (Johnson & Johnson) e casos raros de coágulos sanguíneos, ainda assim concluiu que é segura e que os benefícios superavam os riscos.
Por esse motivo, também as autoridades portuguesas decidiram avançar com a vacinação deste fármaco, para já, sem restrições, uma vez que o plano é que este seja administrado ao grupo etário entre os 70 e os 79 anos.
Mas com tantas interrogações, sabe que cuidados deve ter depois de receber esta vacina? Quando deve consultar um médico? Que tipo de efeitos secundários pode sentir? Quais as orientações para os profissionais de saúde que administram a vacina? Saiba tudo de seguida.
Quando devo consultar um médico?
A EMA informou em comunicado que as pessoas devem procurar atendimento médico urgente se apresentarem algum dos seguintes sintomas dentro de três semanas após serem vacinadas com a vacina da Janssen:
– Dificuldade em respirar
– dor no peito
– inchaço nas pernas
– Dor abdominal persistente
– Sintomas neurológicos, como dores de cabeça graves e persistentes ou visão turva
– Pequenos pontos de sangue sob a pele, além do local da injeção.
Qual o papel dos profissionais de saúde na vacinação?
O regulador europeu deu também orientações aos profissionais de saúde, sublinhando que devem consultar as orientações aplicáveis a esta vacina e/ou consultar especialistas para diagnosticar e tratar possíveis efeitos secundários.
Para além disso, segundo a EMA, os mesmos profissionais devem ainda informar a população que recebe a vacina, que devem procurar atendimento médico se desenvolverem os sintomas acima mencionados.
Quais os efeitos secundários desta vacina?
O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos explica que os efeitos secundários mais comuns da vacina Johnson & Johnson são dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção.
Segundo o organismo, cerca de 50,2% dos vacinados reportaram efeitos secundários no local da injeção, sendo a dor o mais frequente. Além disso, todas as reações adversas locais foram relatadas com mais frequência nos jovens (18-59 anos) do que naqueles com mais de 60 anos.
Adicionalmente, o CDC mencionou também outros sintomas comuns, nomeadamente, cansaço, dor de cabeça, dores musculares, arrepios, febre e náuseas. Cerca de 55,1% dos vacinados relataram este tipo de reações adversas e as mais frequentes foram dor de cabeça e fadiga.
O órgão norte-americano indica ainda que estes efeitos secundários sistémicos foram reportados com mais frequência novamente nos mais jovens (18-59 anos) do que naqueles com mais de 60 anos. No entanto, a náusea foi comum em ambos os grupos etários.
https://executivedigest.sapo.pt/covid-19-vacinacao-com-jj-prossegue-mas-podem-haver-restricoes/




