Covid-19: Vacinação com J&J prossegue mas «podem haver restrições»

O presidente do Infarmed, Rui Ivo, diz que não existe “nenhuma razão para constrangimento da utilização das vacina”, o que significa que o fármaco da Johnson & Johnson (J&J) vai continuar a ser administrado em Portugal, no entanto estão ainda a ser avaliadas possíveis restrições.

Sobre esta vacina, o responsável adiantou que se registaram oito casos nos Estados Unidos de formação de coágulos sanguíneos após a toma, mas recordou que segundo as conclusões ontem reveladas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), os benefícios superam os riscos.

«Neste momento em relação a qualquer das quatro vacinas aprovadas pela União Europeia existem condições para a sua utilização», afirmou sublinhando que «não há nenhuma razão para constrangimento da utilização das vacinas», sobretudo quando o alvo são utentes entre os 70 e os 79 anos.

Ainda assim, a ministra da saúde, Marta Temido, sublinhou quando questionada pelos jornalistas, que apesar de a vacina da Johnson ser «segura e eficaz», «a questão agora é saber se deve ser restrita a uma faixa etária até haver mais informações».

A governante recorda as recomendações da EMA, para que cada país prossiga o seu processo de vacinação, no entanto ainda está a ser avaliado por parte das autoridades de saúde portuguesas se «até haver mais informações, deverá haver uma restrição etária».

Segundo Marta Temido, as autoridades portuguesas ainda estão a avaliar a documentação emitida pela EMA, a traduzi-la, mas sendo o alvo os maiores de 70 anos, para já não existe qualquer restrição na administração desta vacina. E reitera: «A EMA confirma que a avaliação risco/benefício permanece positiva, é maior a vantagem da administração da vacina face a uma fatalidade provocada pela Covid-19».

Vacina da AstraZeneca em avaliação

O presidente do Infarmed disse que a vacina da AstraZeneca está a ser avaliada, com toda a informação recebida de segurança sobre a vacina, a ser verificada pelas autoridades de saúde. O objetivo explicou, é conhecer melhor os seus riscos, prevendo-se no final da semana uma análise mais detalhada sobre a sua utilização por parte da EMA.

Também Marta Temido corroborou esta posição, referindo que as autoridades de saúde aguardam que a EMA se pronuncie em relação a duas questões concretas: estreitar os grupos etários para a qual se recomenda preventivamente que a vacina não seja administrada, e, o que deve ser feito relativamente às pessoas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca. Esse esclarecimento deverá ser dado até sexta-feira, disse.

Ler Mais


Artigos relacionados
Comentários
Loading...