Galp investe em gás natural em Moçambique

A unidade flutuante de liquefação de gás natural (FLING) terá uma capacidade de 3,4 milhões de toneladas por ano.

Filipa Almeida

O consórcio de que a Galp faz parte, juntamente com a EEA, ENH e Kogas, para o desenvolvimento de um projecto de gás natural em Moçambique tomou a decisão final de investimento. Isto significa que o empreendimento FLING Coral Sul, referente à Área 4 no país africano, vai mesmo avançar.

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Em comunicado, a Galp esclarece que a unidade flutuante de liquefação de gás natural (FLING) terá uma capacidade de 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa). Além disso, será alocada à parte sul da descoberta Coral, localizada em exclusivo na Área 4.

No mesmo documento, a empresa portuguesa avança que o consórcio assinou o contrato de engenharia, aprovisionamento, construção, instalação e comissionamento (EPCIC) para a unidade em questão com o consórcio TJS, composto pela Technip, JGC e Samsung.

Adicionalmente, informa a Galp, foram adjudicados os contratos relativos “ao upstream, nomeadamente para a sonda de perfuração, sistemas de produção subsea e umbilicais”. O investimento total estimado para o desenvolvimento upstream e midstream é de 7 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros).

O consórcio assegurou ainda o financiamento do projecto no montante de 5 mil milhões de dólares (4,45 mil milhões de euros).

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Recorde-se que o total de volumes produzidos neste novo projecto será vendido à BP, fruto de uma parceria estabelecida entre o consórcio e a energética britânica. O acordo envolve um período de 20 anos.

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