O Governo Regional da Madeira quer que a Direção-Geral da Saúde (DGS) corrija os dados que comunicou ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), que levaram a ilha a ser considerada de risco máximo no que toca à covid-19, adianta a TSF.
No último mapa europeu de risco, a Madeira surge acima das 500 infeções por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, ao contrário do resto de Portugal e também dos Açores. Assim, é atribuída à Madeira uma taxa de incidência de 617 casos – bem acima dos 115 do Continente e dos 37 dos Açores.
O Governo Regional da Madeira diz que os números são “falsos” e “enganadores”, pois “correspondem à data de notificação e não à data do diagnóstico”, não pertencendo “à semana em estudo”. Por isso, não deviam ter sido reportados ao ECDC, diz à TSF o secretário regional da saúde, Pedro Ramos.
É “de profunda desilusão, pois os dados que motivaram essa classificação de risco estão viciados”. “Em primeiro lugar, porque o serviço regional de saúde e o laboratório de saúde pública sempre comunicaram diariamente os resultados às entidades regionais e nacionais. Em segundo, porque houve sempre comunicação com a DGS em relação a esta situação e houve mesmo um aviso – como provam os emails que temos – e avisámos antecipadamente que existiu uma falha informática que levou os dados a não chegaram à DGS, onde um responsável admitiu que, quando carregou novamente na plataforma, os dados apareceram”, explica.
Perante o equívoco, o Governo regional exigiu à Direção-Geral da Saúde a correção dos dados junto do ECDC. Porém, a DGS diz que não é possível corrigir a situação, já que os cálculos são feitos pelo próprio centro europeu com base no que está registado no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica.
Ainda assim, a DGS assegura que avisou logo o ECDC para os atrasos das notificações e propôs a inclusão de uma nota de rodapé no mapa de incidências, o que, no entanto, não se observa.











