Devido à pandemia de Covid-19, há cada vez menos pessoas a querer parar de fumar, de acordo com dados divulgados pela Universidade da Califórnia e citados pelo ‘Fast Company’.
O número de chamadas para uma linha dos Estados Unidos destinada a pessoas que querem largar o vício do tabaco, a ‘Quitline’, registou uma quebra de 27% para cerca de 520 mil em 2020, quando comparado com o ano anterior. A redução de mais de 190 mil chamadas faz deste o valor mais baixo desde 2007 e reflete o aumento da pandemia.
Linda Bailey, presidente e CEO da North American Quitline, também citou estatísticas do Tesouro dos EUA, dizendo que depois de as vendas de cigarros terem caído cerca de 5% a cada ano desde 2015, agora aumentaram 1%, um outro reflexo da crise de saúde pública.
“O stress e a ansiedade resultantes da pandemia podem ser fatores que impulsionam o consumo do tabaco”, explica a responsável, acrescentando: “Se as pessoas continuarem em teletrabalho, os números podem aumentar, porque em casa cada um fuma o que quiser, quando quiser”, disse.
Além das muitas pressões de vida causadas pela pandemia algumas das oportunidades de recordar os fumadores que deviam mudar os seus hábitos desapareceram. As mensagens dos departamentos de saúde locais e estaduais mudaram o foco para as medidas de segurança da COVID-19; e as visitas médicas de rotina, foram suspensas durante longos meses.
Enquanto isso, muitos desempregados podem ter perdido o seu seguro saúde, que por norma também costuma cobrir produtos e programas para parar de fumar. “Parar de fumar nunca foi tão importante”, diz Anne DiGiulio, da American Lung Association. “A Covid-19 (e a resposta à mesma) criaram novas barreiras”, acrescentou.













