O número de testes realizados em Portugal à Covid-19, caiu para metade face ao pico da crise de saúde pública, mesmo depois de ser alargado o processo a todos os contactos, de acordo com o ‘Observador’, que analisou dados da Direção Geral da Saúde (DGS).
Na semana passada, em que se estrearam as novas medidas de testagem mais abrangente, Portugal fez em média 33 mil testes diários, um número que compara com os 70 mil testes realizados em janeiro, quando se registavam mais infeções pela doença viral.
Germano de Sousa, presidente de um dos principais laboratórios de análises portugueses, abrangidos pelo alargamento da testagem, confirmou à ‘Rádio Observador’ este cenário, dizendo que há “bastante menos” testes realizados.
“Tendo em conta o que se passou até ao fim de janeiro, em que cheguei a ter 10.200, 10.400 testes por dia», agora o cenário é diferente, explica o ex-bastonário da Ordem dos Médicos. «Desde o começo de fevereiro, os testes têm vindo a baixar e esta semana, particularmente, os testes reduziram-se para metade ou até menos de metade”, refere citado pela estação.
O responsável considera que não está em causa qualquer falta de capacidade, deixando já o aviso a «quem de direito de que os seus laboratórios conseguem fazer mais. «Se fossem preciso, estaríamos já a fazer 12, 13 mil testes por dia e, se necessário, com esforço, em oito dias passaríamos para 15 mil, dando resultados em 24 horas», disse.
Recorde-se que a 15 de fevereiro foi publicada a norma da DGS que alarga a testagem a todos os contactos e não só aos de alto risco, como acontecia anteriormente. Segundo a norma relativa ao rastreio de contactos no âmbito da pandemia da doença provocada pelo SARS-CoV-2, “os contactos de baixo risco devem realizar teste para SARS-CoV-2 (testes moleculares) no momento da identificação do contacto”.
O documento também explicita que “em situações de cluster ou de surto todos os contactos” devem fazer “teste laboratorial para SARS-CoV-2 (testes rápidos de antigénio), o mais cedo possível, que podem ser repetidos sequencialmente, sob a coordenação das autoridades de saúde”.














