Os passageiros que chegarem ao Reino Unido de países da “lista vermelha” devem realizar um teste à covid-19 no segundo e oitavo dia de auto-isolamento após a chegada. Além disso, cada pessoa terá de pagar 1750 libras (cerca de 1993 euros) para cumprir o período de quarentena de dez dias em hotéis designados pelo governo britânico.
Segundo a rede de televisão britânica ITV e segundo a BBC, as novas regras, que entram em vigor a 15 de fevereiro, aplicam-se aos viajantes que chegam de países da “zona vermelha” e que têm, por isso, de cumprir quarentena durante dez dias num hotel.
Os viajantes oriundos destes países – que inclui Portugal – terão de pagar pelos seus próprios testes PCR à covid-19, realizados em dois momentos distintos (segundo e oitavo dia).
Todos os que cheguem do estrangeiro a Inglaterra têm também de apresentar um teste com resultado negativo realizado 72 horas antes do embarque.
Quanto aos hotéis, serão indicados pelo governo britânico e estão localizados perto dos principais pontos turísticos. No total, são 17 estabelecimentos hoteleiros e 4600 quartos, segundo anunciou o secretário de Estado de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock.
A taxa dos 1993€ é cobrada por pessoa e é referente aos dez dias de quarentena, e os hotéis devem ser reservados com antecedência, alertou Hancock.
O secretário de Estado anunciou também uma aplicação mais rígida das regras de quarentena de viagens, incluindo multas e até sentenças de prisão para os passageiros que chegam ao Reino Unido e que não cumprem as restrições estabelecidas. Haverá multas de até 10.000 libras (cerca de 11.390 euros) e penas de prisão até 10 anos para aqueles que violarem as regras.
Matt Hancock justificou as novas medidas com o surgimento das novas variantes do coronavírus e com a vacinação. “Não queremos que a campanha de imunização contra a covid-19 seja prejudicada”, justificou ainda.
O Reino Unido é um dos países mais afetados pela pandemia covid-19, tendo registado mais de 112 mil mortes, o maior número na Europa e o quinto maior a nível mundial, atrás dos Estados Unidos, Índia, Brasil e México.




