Covid-19: Ensaio britânico testa ‘mistura’ de vacinas da Pfizer e da AstraZeneca

Um ensaio no Reino Unido vai testar a combinação das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca em regime de duas doses.

Mara Tribuna

O Reino Unido lançou esta quinta-feira um ensaio para avaliar as respostas imunitárias geradas com a ‘mistura’ de duas doses de diferentes vacinas contra a covid-19, nomeadamente da Pfizer e da AstraZeneca.

Os investigadores britânicos por trás do ensaio explicam que os dados sobre a vacinação de pessoas com os dois tipos diferentes de vacinas poderiam ajudar a compreender se os fármacos podem ser lançados com uma maior flexibilidade em todo o mundo.



O ensaio vai então examinar as respostas imunitárias de uma dose inicial da vacina da Pfizer/ BioNTech, seguida de uma segunda dose da vacina da AstraZeneca/ Oxford (e vice-versa), com um intervalo de doze semanas.

Os investigadores vão medir as respostas de anticorpos e células T, bem como monitorizar quaisquer efeitos secundários inesperados durante os testes clínicos. O objetivo é saber se a proteção dada pela combinação de vacinas é a mesma, reduzida ou mesmo melhor, em comparação com a administração de duas doses da mesma vacina ao longo de todo o processo.

O ensaio deverá contar com mais de 800 participantes, de acordo com os investigadores. Idealmente, os voluntários terão mais de 50 anos, para serem considerados de maior risco do que as pessoas mais jovens, e que ainda não tenham sido vacinadas.

No entanto e para já, tanto no Reino Unido como em Portugal, as autoridades de saúde consideram que a vacinação não deve ser combinada. Uma norma publicada pela Direção-Geral da Saúde (DGS), em janeiro, prevê que a primeira e a segunda dose sejam da mesma vacina.

Espera-se que os dados iniciais sobre as respostas imunitárias sejam disponibilizados em junho. Espera-se também que mais vacinas sejam adicionadas ao ensaio quando forem aprovadas e distribuídas, neste caso, no Reino Unido.

A vacina da AstraZeneca está também a ser testada em conjunto com a vacina russa, ‘Sputnik V’. O chefe de investigação da gigante farmacêutica britânica disse que deveriam ser feitos mais estudos sobre a ‘mistura’ de vacinas contra a covid-19.

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