A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, alertou que as pessoas podem precisar de ser vacinadas contra o novo coronavírus “durante muitos anos”. Merkel disse que a situação com a covid-19 era “semelhante à vacina contra a gripe, onde se vacina contra a nova mutação do vírus cada vez que se faz uma nova imunização”.
Merkel manteve conversações com governadores estatais, representantes da indústria farmacêutica e representantes da Comissão Europeia esta segunda-feira, para discutir formas de reforçar a fraca campanha de vacinação do país.
Falando depois aos jornalistas numa conferência de imprensa, Merkel acrescentou que apesar das preocupações com o lento arranque do programa de vacinação, esperava que fosse oferecida uma vacina a cada cidadão alemão até ao dia 21 de setembro – dias antes de o país realizar eleições nacionais em que não voltará a candidatar-se a chanceler.
“Mesmo que a Johnson & Johnson e a CureVac não obtenham aprovação, esse fornecimento pode ser feito para todos, de acordo com as doses que estão disponíveis agora”, disse Merkel aos jornalistas.
Até domingo, cerca de 1,93 milhões de pessoas tinham recebido a primeira dose da vacina na Alemanha (uma nação de aproximadamente 83 milhões), e 532.000 tinham recebido uma segunda dose.
Em comparação, o Reino Unido, um país de 67 milhões que já não faz parte da União Europeia, devido ao Brexit, deu a primeira dose da vacina a quase 9 milhões de pessoas.
Além da frustração com as empresas farmacêuticas, foi apontado o dedo à própria Comissão Europeia, que encomendou as vacinas; ao governo federal alemão, que as distribui às autoridades estaduais; e aos governos estaduais, que estão encarregados das vacinas propriamente ditas.
Merkel disse também que as autoridades esperavam na próxima semana ter mais informações sobre as variantes do novo coronavírus, bem como qualquer potencial relaxamento das restrições. Mas por agora, indicou, o foco é avançar com a campanha de vacinação.







