Nove em cada dez vacinas contra o novo coronavírus, cerca de 90% do total mundial, foram até agora administradas nos países mais ricos, segundo a porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Harris, citada pela ‘Sky News’.
Mais de 50 milhões de vacinas já foram administradas em todo o mundo. Contudo, a grande maioria está localizada em países de altos rendimentos, com aos continentes da América do Norte e da Europa na frente da vacinação.
Enquanto países como Israel, Reino Unido e Estados Unidos já vacinaram 54%, 13% e 9% das suas populações respetivamente (com uma dose), a grande maioria das nações da África ainda nem sequer começou os seus programas de vacinação.
Esta segunda-feira, a porta-voz da OMS, Margaret Harris, disse que apenas dois países classificados como de baixos ou médios rendimentos começaram a vacinar as suas populações. Em declarações à ‘Sky News’, a responsável considerou essencial que todos recebam a vacina o mais rápido possível, pois a pandemia «não perdoa».
Muitos países estão a contar com o mecanismo COVAX, que está a ser liderado pela OMS, a UE e outras organizações, com doses que ainda não foram distribuídas. A maioria não tem escolha a não ser esperar, enquanto outros continuam com os seus programas.
Harris disse que a OMS estava a receber fornecimento de vacinas através do mecanismo COVAX, e «o mundo vai começar a ver esse fornecimento nas próximas semanas (…) esperamos poder entregar as primeiras (doses) no início de fevereiro», adiantou.
A responsável reiterou os alertas de que alguns países ficaram para trás no processo de vacinação – e como esse facto pode atrasar a recuperação da pandemia durante muito mais tempo, devido ao surgimento de novas estirpes de Covid-19.
«É importante que as pessoas de todos os países entendam que o seu interesse consiste em vacinar o mundo inteiro», disse Harris. «Esta pandemia vai continuar a matar, a menos que o façamos ao mesmo tempo em todo o mundo, reduzindo efetivamente os níveis de doenças. Não queremos que mais variantes sejam desenvolvidas. Não queremos que as coisas se compliquem», alertou.
A pandemia já infetou mais de 103 milhões de pessoas em 192 países e territórios a nível mundial, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins. Adicionalmente, o vírus causou mais de 2,2 milhões de vítimas mortais.




