Após a tensão entre a AstraZeneca e a União Europeia (UE) nos últimos dias, esta sexta-feira Bruxelas publicou o contrato assinado com a empresa farmacêutica. A maior parte das informações sensíveis foram, contudo, tapadas – desde o número de doses, prazos de entrega e custo unitário.
No entanto, no documento pode ler-se parcialmente os comentários nas margens, que revelam informações tais como o preço total acordado.
O valor dos bens contratados, segundo o documento, é de 870 milhões de euros. O montante inclui todos os custos e despesas diretos e indiretos incorridos pela AstraZeneca na produção e distribuição da vacina. Nomeadamente: mão-de-obra e materiais, funcionamento de instalações e equipamentos, controlo de qualidade, impostos, etc.
O acordo estabelece também que a empresa farmacêutica anglo-sueca não deve incorrer em perdas para cumprir com o fornecimento da vacina. Se os custos, nesse caso, excederem os 870 milhões previstos, a empresa deverá informar a Comissão, mas se forem 20% ou mais elevados, terá de o provar.
O contrato publicado estabelece ainda, entre outras questões, que a empresa deve produzir as vacinas nas suas instalações europeias, mas também nas que estão no exterior, como as do Reino Unido, “para acelerar o fornecimento da vacina na Europa”.
“A AstraZeneca vai recorrer aos seus melhores esforços para fabricar as doses europeias iniciais dentro da União Europeia”, refere o contrato de aquisição prévia firmado em agosto entre o executivo comunitário e a farmacêutica.
Em causa está o anúncio feito pela AstraZeneca de que entregará à UE menos doses do que acordado para o primeiro trimestre de 2021, número que consta do contrato e que, ainda assim, foi omitida pela Comissão Europeia no documento hoje mostrado à imprensa.






