Boris Johnson pede à Escócia para acabar com «conversa interminável» sobre referendos

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu aos nacionalistas escoceses esta quinta-feira para pararem com a “conversa interminável” sobre um novo referendo de independência para separar os dois país britânicos.

Mara Tribuna
Janeiro 28, 2021
19:21

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu aos nacionalistas escoceses esta quinta-feira para pararem com a “conversa interminável” sobre um novo referendo de independência para separar os dois país britânicos.

Numa viagem à Escócia para tentar travar o apoio crescente a um novo referendo, Boris Johnson disse que os apoiantes independentistas tiveram a sua oportunidade em 2014, numa votação que, na altura, tinham acordado ser “um evento único”.



Os laços que ligam Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte numa economia de 3 biliões de dólares ficaram gravemente tensos, tanto pela saída do Reino Unido da União Europeia, como pela forma como Johnson lidou com a pandemia.

As últimas sondagens indicam que a maioria dos escoceses seria agora a favor da rutura da união de 314 anos entre a Inglaterra e a Escócia.

Mas Boris Johnson, que é bastante impopular na Escócia, considera que se mantém fiel à sua posição de não aprovar outro referendo independentista, que o Partido Nacional Escocês precisa para realizar um voto legal.

“Não creio que a coisa certa a fazer seja falar interminavelmente em outro referendo quando penso que o que o povo de Inglaterra e o povo da Escócia querem em particular é combater esta pandemia”, disse Johnson, na visita a Edimburgo.

“Não vejo a vantagem de nos perdermos em discussões constitucionais inúteis quando, afinal de contas, tivemos um referendo não há muito tempo”, acrescentou.

A visita à Escócia ocorreu numa altura em que a nação se encontra confinada para impedir a propagação da covid-19 e, por isso, suscitou críticas da primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, e do Partido Nacional Escocês, que questionaram se era “essencial” ao abrigo das restrições.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.