OMS alerta que a vacina deve ir primeiro para os mais vulneráveis. Dinheiro não pode ser critério

A desigualdade já existia antes do novo coronavírus, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) espera que não se faça sentir de forma tão pronunciada nos planos de vacinação dos vários países.

Executive Digest

A desigualdade já existia antes do novo coronavírus, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) espera que não se faça sentir de forma tão pronunciada nos planos de vacinação dos vários países. A seleção de quem é vacinado numa primeira fase deve ter em conta a vulnerabilidade dos cidadãos, não a sua carteira ou conta bancária.

Citada pelo portal brasileiro UOL, a OMS sublinha que os países se devem concentrar em garantir que as doses disponíveis da vacina contra a COVID-19 são administradas junto da população mais vulnerável, ou seja, idosos, pessoas com doenças crónicas e profissionais de saúde. «A vacina deve ir para onde ela é mais eficiente», explica Kate O’Brian, representante da organização para este tema.



No geral, a OMS condena a realização de acordos entre grupos privados e farmacêuticas, na tentativa de contornar os planos nacionais de vacinação. Embora a organização não tenha o poder de vetar ou proibir estes negócios, deixa claro que não serão uma mais-valia para o bolo total.

«Os governos devem olhar e ver de que forma a vacina pode ter mais impacto num primeiro momento», explica Kate O’Brien citada pela mesma publicação. «Quem não estiver no grupo dos mais vulneráveis deve esperar a sua vez», acrescenta.

Estas recomendações, contudo, não passam precisamente disso e os países podem delinear as respetivas estratégias como entenderem e permitirem ou não acordos privados, ainda que a OMS apele a que sejam respeitadas as indicações dos especialistas para reduzir o número de mortes e internados.

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