O designer francês Pierre Cardin, estilista visionário e pioneiro do prêt-à-porter (pronto-a-vestir), faleceu esta terça-feira, aos 98 anos. A informação foi avançada pela sua família, segundo a Agence France-Presse (AFP).
Filho de imigrantes italianos e um homem de negócios mundialmente famoso, Pierre Costante Cardin morreu esta terça de manhã no hospital americano de Neuilly, a oeste de Paris, capital francesa.
Cardin criou um império com o seu nome, participou com André Courrèges e Paco Rabanne na renovação da alta costura francesa no período pós-guerra e desenvolveu criações futuristas ao longo de toda a sua carreira.
Nasceu em 1922, em San Biagio di Callalta, em Itália, numa família pobre de agricultores que emigraram para França depois da Primeira Guerra Mundial. Começou por estudar arquitetura, mas foi no mundo da moda que se aventurou e que vingou.
Deu os primeiros passos como assistente numa alfaiataria, em Saint-Étienne, e depois em Paris começou a trabalhar com a famosa Madame Paquin, em 1944, onde desenhou os figurinos e as máscaras para o filme de Jean Cocteau “A Bela e o Monstro”.
Passou também pelo atelier da italiana Elsa Schiaparelli e mais tarde, em 1947, começou a a trabalhar com Christian Dior, que tinha acabado de abrir a sua loja nessa altura. Três anos depois, em 1950, criou a sua própria marca (Pierre Cardin), tendo revolucionado o mundo da moda.
Pierre Cardin, italiano mas naturalizado francês, foi pioneiro da democratização da alta costura que levou a moda a grandes lojas a preços acessíveis, através do conceito de pronto-a-vestir.
Cardin manteve até ao fim dos seus dias o seu carácter empreendedor e o seu amor pela moda, num estilo que representou para o designer e para os seus seguidores criações intemporais.






