Em apenas um ano, o serviço de streaming Disney+ conquistou mais de 70 milhões de subscritores, comprovando que a gigante do entretenimento está no caminho certo. Porém, será possível continuar a investir no digital e nas novas plataformas e formatos se a receita tradicional dá sinais de fraqueza?
Segundo o Financial Times, a The Walt Disney Company enfrenta um declínio dos canais de televisão e dos estúdios de cinema, com o executive chairman Bob Iger a afirmar mesmo que o canal ABC, por exemplo, já está “acabado”. O antigo CEO considera que o futuro está mesmo no streaming e nos parques temáticos.
No entanto, embora se verifique já uma quebra, os canais de televisão ainda garantem milhares de milhões de dólares todos os anos. Pelo que a Disney poderá encontrar-se no centro de um dilema sobre como gerir os seus investimentos e em que direcção focar os seus esforços.
«A questão é: quanto é que o universo da televisão tem de cair para que decidam começar a transitar conteúdos de alto nível?», pergunta Rich Greenfield, da Lightshed. De acordo com o analista, está na altura de transferir alguns dos programas de maior sucesso, como “The Bachelor”, para as plataformas de streaming.
A hesitação será justificada pelos riscos que uma mudança deste tipo acarretariam para a empresa, uma vez que desinvestir na televisão tradicional poderá representar um abalo no negócio.





