O primeiro-ministro, António Costa, prestou declarações no final da apresentação do Plano de vacinação contra a Covid-19, dizendo que «o túnel ainda é muito comprido e bastante pensoso». No começo do seu discurso o responsável agradeceu à task-force pelo empenho na realização do plano.
«Sabemos que temos uma luz ao fundo do túnel, mas é algo que é absolutamente essencial todos compreendermos, é que o túnel ainda é muito comprido e bastante penoso, porque nós iremos adquirir 22 milhões de bacias, mas não chegam automaticamente no primeiro dia, vão chegando escalonadamente, gradualmente ao longo de todo o ano de 2021», afirma.
Perante isto, Costa refere que «o conjunto desta operação vai ser desenvolvido ao longo do ano e não concentrar-se no início, sendo por isso importante que com toda a transparência sejam definidos os critérios de prioridade na administração da vacina».
«Por isso temos de proteger quem nos pode proteger: os profissionais de saúde, aqueles que trabalham nos lares, as forças de seguranças, as forças armadas, aqueles que são essenciais; em segundo lugar as populações mais vulneráveis, são critérios claros, transparentes e que creio todos compreendemos», reforça o primeiro-ministro.
Para Costa este esforço permite identificar as cadeias de transmissão, sabendo que «podemos contar com as forças armadas portuguesas e as forças de segurança de Portugal, para assegurar a confiança e segurança desta operação.
Costa apela uma flexibilidade por parte da população caso seja necessário «readaptar o calendário», justificando que «não depende de nós a produção industrial, nem o licenciamento das vacinas» e pode «haver ali algum atraso».
«Todos estamos confiantes que no dia 29 (de Dezembro) será aprovada a primeira vacina, mas se não for, no inicio de janeiro não teremos cá uma única dose, por isso temos de ter essa consciência», ressalva Costa sublinhado o esforço da comunidade cientifica e de todas as autoridades nacionais e internacionais em todo o processo.
Para concluir Costa refere que «estamos hoje seguramente num ponto melhor do que aquele que estávamos na semana passada e muito melhor do que há seis meses, por isso haja cofiamça e bom trabalho a todos».














