André Peralta Gomes, da Direção Geral de Saúde (DGS), disse esta quinta-feira que o pico da segunda vaga da Covid-19 em Portugal já passou, tendo sido atingido no passado dia 25 de Novembro. Já Baltazar Nunes, do Instituto Ricardo Jorge, referiu que o risco de transmissão (Rt) está abaixo de 1.
Na reunião com especialistas e peritos do Infarmed, o responsável afirmou que «são boas notícias» para a situação pandémica no país, uma vez que no dia 25 de novembro aconteceu «a consolidação de um pico», seguido de uma «tendência de descida» da transmissão, que se espera que seja consolidada nos próximos dias.
Fazendo uma visão geral da pandemia em Portugal, André Peralta Gomes fala num «desagravamento em vários municípios, sobretudo na região Norte», sublinhando contudo que continuam a existir «taxas de incidência muito elevadas». A região Centro, bem como Lisboa e Vale do Tejo, registam também uma tendência decrescente, já no Alentejo e nos Açores o cenário é inverso, segundo explicou.
Depois desta intervenção seguiu-se a de Óscar Felgueiras, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que traçou o cenário epidemiológico na região Norte, dizendo que se verifica uma «descida generalizada» e um «abrandamento de crescimento» do número de infeções.
Esta tendência é um reflexo de «uma clara melhoria» na região, segundo referiu, que se aplica à maioria dos distritos, exceto Vila Real. O responsável revelou ainda que nos municípios de Matosinhos, Maia e Porto a taxa de infeção já é inferior a 960 casos por 100 mil habitantes. O concelho de Lousada teve a incidência mais elevada.
Depois Baltazar Nunes do Instituto Ricardo Jorge, revelou que o Rt, que calcula o número médio de pessoas a que cada infetado transmite o vírus, está abaixo de 1, sendo atualmente de 0,99. Isto significa que em média, cada portador do vírus já infeta menos de uma pessoa., um reflexo de um «decréscimo ou estabilização de incidência» em Portugal.
Portugal contabilizou ontem mais 68 mortos relacionados com a covid-19 e 3.384 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). Desde o início da pandemia, o país já registou 4.645 mortes e 303.846 casos de infeção pelo novo coronavírus, estando hoje ativos 75.755 casos, mais 747 do que na terça-feira.











