A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reagiu ao mais recente avanço do governo britânico sobre a aprovação da vacina contra a Covid-19, mostrando-se feliz mas cautelosa com a novidade. «Acampámos na base da montanha. Agora, temos de subir o Everest», disse Mike Ryan, diretor dado programa de emergências da OMS, citado pelo ‘UOL’.
Esta cautela, explica o responsável, prende-se com o facto de que o passado já provou que a vacina, por si só, não é capaz de acabar com uma pandemia. «Vejamos a poliomielite. Temos a vacina há 30 anos, o mundo investiu milhões e ainda continuamos com a doença», alertou.
«Uma coisa é ter a vacina. Outra é a vacinação», sublinhou Myke Ryan. «Temos as soluções, mas o desafio vai ser como implementá-las», acrescentou ressalvando que a campanha de vacinação não pode envolver apenas os profissionais de saúde, mas toda a comunidade de forma global.
«Todos terão de estar envolvidos», afirmou estimando que um «número enorme de pessoas tenha de ser vacinada» para que seja possível travar de vez a propagação viral. «Corremos o risco de que o vírus circule ainda durante muito tempo. Acreditamos que vamos ter uma boa adesão dos mais idosos, que sabem o preço a pagar. Mas poderemos ter dificuldades para convencer os restantes», disse.
A OMS apelou à população para que não considere a vacinação como uma questão individual, aderindo como um todo ao processo, para conseguir mudar o rumo da história e acabar com a pandemia definitivamente. «Tome uma decisão a pensar não apenas em si», apelou Ryan. «É preciso vacinar muita gente para garantir a contenção. Esse vai ser o desafio», concluiu.








