«Este não é um terceiro mandato de Obama», afirma Biden na primeira entrevista como Presidente

O Presidente eleito Joe Biden declarou que o seu governo não vai ser “um terceiro mandato de Obama” e prometeu representar todo o espetro do país e do partido democrata.

Mara Tribuna

Na sua primeira entrevista desde as eleições americanas, o Presidente eleito Joe Biden declarou que o seu governo não vai ser “um terceiro mandato de Obama” e prometeu representar todo o espetro do país e do partido democrata.

Em declarações à NBC News esta terça-feira à noite, Joe Biden disse que os desafios que tem pela frente são únicos e procurou afastar-se da sombra de Barack Obama, quem Biden serviu como vice-presidente.

A entrevista foi feita depois de o Presidente eleito ter anunciado uma série de novos cargos para o seu gabinete, que inclui muitos ex-funcionários da administração Obama.

“Este não é um terceiro mandato de Obama. Enfrentamos um mundo totalmente diferente do que enfrentámos na administração Obama/Biden”, respondeu. “O Presidente Trump mudou a paisagem”, acrescentou.

A sua administração pretende representar o “espetro do povo americano, bem como o espetro do Partido Democrata”, disse ainda, concordando que até considerou nomear um republicano que votou em Donald Trump. “Eu quero que este país esteja unido”, sublinhou.

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“Não vou utilizar o departamento de justiça como veículo” para investigar Donald Trump e os seus aliados, apesar da pressão de alguns democratas para assegurar que os negócios financeiros e as alegações de que Trump procurava interferência estrangeira nas eleições fossem investigadas.

Quando Donald Trump deixar o cargo em Janeiro, perde a proteção constitucional dada a um Presidente em exercício. Mas Biden disse que preferia que a sua administração ficasse fora de conflitos. “Há uma série de investigações que li sobre isso a nível estatal. Não há nada que eu possa ou não possa fazer quanto a isso”, disse.

O Presidente eleito dos Estados Unidos ultrapassou esta terça-feira um marco histórico ao obter 80 milhões de votos – mais do que qualquer candidato na história dos EUA, numa eleição que Donald Trump continua a considerar “manipulada”.

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