Crise ‘implacável’. Covid-19 custará mais de 150 mil milhões às companhias aéreas, diz IATA

“Esta crise é devastadora e implacável”, disse o diretor-geral da IATA, Alexandre de Juniac.

Sónia Bexiga

O setor da aviação pode esperar perdas, ainda mais significativas, nos próximos tempos, e as companhias aéreas estão já a preparar-se para que a crise da Covid-19 se estenda, pelo menos, até 2021.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo previu, esta terça-feira, que o setor perderá cerca de 157 mil milhões de dólares (aproximadamente 134 mil milhões de euros) este ano e no próximo por causa da pandemia da Covid-19, numa projeção muito mais agravada que as estimativas anteriores, noticia a ‘CNN’.

“Esta crise é devastadora e implacável”, disse o diretor-geral da IATA, Alexandre de Juniac, em comunicado, acrescentando que a Covid-19 fez de 2020 o pior ano financeiro alguma vez registado na história deste setor.

A indústria espera assim que as perdas líquidas totalizem 118,5 mil milhões de dólares, um montante superior aos 84,3 mil milhões previstos em junho.

Ainda que a promessa de vacinas seguras e eficazes tenha alimentado algum otimismo em torno da possibilidade de viajar no próximo ano, o setor está certo de que vacinar milhões de pessoas levará algum tempo, tempo esse que vai ter um preço.

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A IATA acredita agora que a indústria aérea perderá 38,7 mil milhões de dólares em 2021, revendo assim em alta a sua previsão anterior que já apontava para prejuízos na ordem dos 15,8 mil milhões.

As estimativas da associação apontam ainda para que o setor comece a gerar receitas no quarto trimestre do próximo ano, atendendo às estratégias de cortes agressivos de custos e a uma expectável subida na procura.

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