Existem atualmente 27 concelhos em Portugal que registam uma incidência cumulativa a 14 dias de mais de mil casos por 100 mil habitantes, bem como outros 90 com mais do dobro da taxa que determina risco elevado num município, obrigando por isso ao recolher obrigatório.
Os dados foram divulgados ontem pela Direção Geral da Saúde (DGS), depois de no final de Outubro o organismo ter deixado de atualizar a lista dos concelhos mais afetados pela crise de saúde pública, e mostram um país quase todo pintado a vermelho, ou seja, em elevado risco por conta da pandemia.
Na lista de incidência cumulativa que consta do boletim de segunda-feira, é possível observar que 90 concelhos do país registam mais do dobro da taxa de infeção que pressupõe o recolher obrigatório por ser considerado de alto risco, isto é, 240 casos por 100 mil habitantes.
A situação é ainda mais grave para 27 municípios que registam uma incidência cumulativa a 14 dias superior a mil casos por 100 mil habitantes, como é o caso, por exemplo, de Guimarães, com 1886 infeções, Fafe, com 1787, Santo Tirso, com 1782, Belmonte com 1766, ou Felgueiras, com 1719.
Existem depois quatro concelhos numa situação ainda mais gravosa, com mais de dois mil casos por 100 mil habitantes, são eles: Vizela, com 2653 infeções, Manteigas com 2627 casos, Paredes a registar 2132 infeções e Penafiel com 20155 casos por 100 mil habitantes.
Por último em dois destes o cenário inspira sérias preocupações, uma vez que registam atualmente uma incidência cumulativa a 14 dias superior a três mil casos por 100 mil habitantes. Ambos localizam-se na região Norte e são os concelhos de Paços de Ferreira, com 3698 infeções e também Lousada com 3362.
Por regiões o top 3 de concelhos mais afetados é ocupado no Norte por Paços de ferreira, Lousada e Vizela; No Centro por Manteigas, Belmonte e Cinfães; em Lisboa e Vale do Tejo por Setúbal, Lisboa e Cascais; no Alentejo por Vila Viçosa, Redondo e Monforte e no Algarve por Vila do Bispo, Faro e São Brás de Alportel.













