Maurícias enfrentam segundo derramamento de petróleo este ano. Desta vez em terra

O país ainda se encontra a recuperar do primeiro derramamento, que aconteceu em Agosto, no mar.  

Simone Silva

As Maurícias estão a enfrentar um segundo derramamento de petróleo este ano, desta vez num terreno pantanoso próximo do seu porto principal, segundo a ‘Bloomberg’. O país ainda se encontra a recuperar do primeiro derramamento, que aconteceu em Agosto, no mar.

A empresa estatal de energia Central, Electricity Board (CEB), disse ter descoberto a 30 de outubro que cerca de 13 toneladas de petróleo tinham sido derramadas através de tubos em tanques de armazenamento perto de Port Louis, a capital da ilha do Oceano Índico.

Até ao dia de ontem, o CEB estimou que cerca de nove toneladas de petróleo já tinham sido retiradas. O restante será retirado nas próximas duas semanas, de acordo com Kinsley Lai, porta-voz do ministério de energia e serviços públicos. A causa exata do derramamento ainda está a ser investigada.

«Não há perigo para a zona costeira marítima», disse Lai citada pela ‘Bloomberg’. «Testes feitos pelo Ministério do Meio Ambiente não mostram evidências de contaminação de petróleo  no mar», acrecentou. Contudo, ainda não se sabem os danos que o incidente causou.

O derramamento de petróleo em terra soma-se assim às mil toneladas derramadas nas lagoas ao longo da costa sudeste em Agosto, na sequência de um navio naufragado, que desencadeou o maior desastre ambiental da economia dependente do turismo.

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Recorde-se que na altura a ‘Executive Digest‘ avançou que os habitantes das Maurícias estavam a utilizar pequenos tufos de cabelo humano, bem como folhas para tentar limpar o derramamento de petróleo de um navio japonês, atracado numa das suas praias do Oceano Índico.

O MV Wakashio, propriedade da Nagashiki Shipping Company e operado pela Mitsui OSK Line, começou a derramar combustível nas águas turquesas das Maurícias no inicio de Agosto, depois de embater contra um recife de coral.

O país declarou estado de emergência e o ex-governante colonial francês enviou ajuda, para tentar minorar os impactos do sucedido., que o grupo ambientalista ‘Greenpeace’, classificou como uma gigante crise ecológica.

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