Europa ao rubro no ranking mundial de talento. 8 do top 10 das cidades são europeias

No top 10 das cidades mundialmente competitivas a nível de desenvolvimento, atração e retenção de talento, oito pertencem ao continente.

Simone Silva

A Europa mostrou estar muito bem representada no ranking de Talento Mundial do IMD World Competitiveness Center, cujos resultados foram divulgados esta quarta-feira. No top 10 das cidades mundialmente competitivas a nível de desenvolvimento, atração e retenção de talento, oito pertencem ao continente.

A Suíça foi eleita o melhor local do mundo para atrair e manter trabalhadores qualificados, mesmo numa altura em que a pandemia do novo coronavírus pesa na capacidade de muitos países conquistarem os melhores talentos.

Mantendo a mesma posição pelo quarto ano consecutivo, o país da Europa Central venceu outros vizinhos continentais, incluindo Dinamarca, Luxemburgo, Islândia e Suécia, garantindo o primeiro lugar no Ranking Mundial de Talentos.

A Suíça foi elogiada pelo seu sistema de ensino de alta qualidade e foco em aprendizagens, bem como pela sua capacidade de atrair profissionais estrangeiros com elevados padrões de vida e bons salários. A Dinamarca, por sua vez, teve um bom desempenho pela aposta na igualdade de oportunidades e o Luxemburgo seguiu-se pelo investimento sustentado na sua força de trabalho nos últimos anos.

Para além do pódio ocupado pelos três países referidos, o quarto lugar pertence à Irlanda, o quinto à Suécia, o sexto à Áustria, o sétimo à Noruega e o decimo à Holanda. Apenas o oitavo e nono lugares correspondem a países fora da Europa, são eles: Canadá e Singapura, respetivamente.

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Veja agora a lista completa dos 10 principais países num total de 63, que lideram o Ranking Mundial de Talentos:

1. Suíça
2. Dinamarca
3. Luxemburgo
4. Islândia
5. Suécia
6. Áustria
7. Noruega
8. Canadá
9. Singapura
10. Países Baixos

Portugal em 26º lugar perde terreno

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Portugal está cada vez mais longe de ser mundialmente competitivo a nível de desenvolvimento, atração e retenção de talento. Nesta edição, o país regista uma descida da 23.ª para a 26.ª posição, registando o pior resultado dos últimos quatros anos.

“Os resultados deste ano são acentuados pela descida significativa do país no que respeita aos fatores de “Investimento e Desenvolvimento” e “Atratividade”, que o colocam ainda mais longe de países como a Suíça, Luxemburgo e Suécia, as três economias mais competitivas em talento a nível mundial, no total de 63 analisadas”, explica a Porto Business School, em comunicado.

Recorde-se que a Porto Business School é, pelo quinto ano consecutivo, parceira exclusiva do IMD para Portugal na elaboração deste ranking.

Desde 2018 – ano em que alcançou o melhor resultado, com o 17º lugar – Portugal tem vindo a perder posições no que respeita ao seu talento.

Apesar da descida mais acentuada ter ocorrido de 2018 para 2019, onde regrediu para o 23º lugar, este ano o país voltou a mostrar estar a perder competitividade, sobretudo na categoria “Investimento e Desenvolvimento”, onde perdeu nove posições face a 2019 – da 13ª para a 22ª. Segundo este indicador, a principal fraqueza do país concentra-se na Formação de Colaboradores, uma tendência que as empresas nacionais não estão a conseguir acompanhar, uma vez que este investimento continua a não ser suficiente.

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