O lar Residências Montepio, no Porto, palco de um surto da covid-19 que vitimou 16 utentes, garantiu esta quinta-feira estarem a ser cumpridas todas as regras e protocolos definidos, negando a notícia avançada hoje pelo ‘Correio da Manhã’ (CM), de que teriam ocultado a situação epidemiológica real aos familiares dos utentes.
Num comunicado enviado à ‘Executive Digest’, a instituição indica que «assegura contacto diário com os familiares dos residentes que testaram positivo, sendo este contacto assegurado pela equipa clínica», por sua vez no caso das «famílias dos restantes residentes (que não testam positivo) a comunicação é assegurada com a regularidade normal».
«Não existe qualquer falta de informação, actuação desajustada ou ocultação de informação. Foram cumpridos todos os protocolos, assegurada toda a articulação com as entidades de saúde e encaminhados ao hospital todos os residentes que testaram positivo e revelaram sintomas», garante na nota emitida.
Adicionalmente o lar informa que «assegurou o envio periódico e actualizado de informação à Direcção Clínica do Centro Hospitalar do Porto (CHP), assim como à Unidade de Saúde do Porto (USP), garantindo toda a interlocução com os diferentes intervenientes no processo e bem assim a adaptação da logística de resposta às necessidades».
O comunicado revela ainda que a Residência, que conta actualmente com 88 residentes, elaborou um Plano de Contingência específico (implementado a 8 de Março), «que seguiu as linhas mestras de actuação definidas pela Direcção Geral da saúde (DGS) e foi complementado com medidas específicas no âmbito da higiene, limpeza, desinfecção», entre outras áreas.
«Apesar de tudo ter sido feito no sentido de prevenir a propagação do vírus e combater a pandemia, garantindo articulação permanente com a Unidade de Saúde Porto/Aces Porto Ocidental, não foi possível evitar a situação de contágio identificada na Residência Porto Breiner e que resultou no falecimento de 16 residentes, ocorrência que lamentamos profundamente», indica ainda a nota.
A instituição indica que a média de idades dos falecidos é próxima dos 90 anos, residentes no lar «há mais de 5 anos e todos apresentavam várias comorbilidades, nomeadamente doenças cardiovasculares, patologias respiratórias crónicas, diabetes e um elevado nível de dependência», explicam.













