O Facebook eliminou uma pequena rede de treze contas e duas páginas de origem russa que se dedicavam a recrutar jornalistas americanos, para escrever histórias com o objectivo de influenciar a opinião pública nos Estados Unidos e espalhar desinformação, avança o ‘La Vanguardia’
A empresa de Zuckerberg iniciou a investigação com base em informações que receberam do FBI . «As nossas investigações internas revelaram a dimensão total desta rede no Facebook», explica em comunicado. A rede tinha ligações a membros da Agência Russa de Pesquisa online e, pretendia influenciar também outros países como Reino Unido, Argélia e Egipto.
A rede recrutou jornalistas para escreverem e partilharem artigos no site ‘Peace Data’, cujo proprietário terá laços de proximidade com o Presidente russo, Vladimir Putin. O conteúdo publicado focava-se na justiça racial, na candidatura do democrata Joe Biden e nas políticas do Presidente Donald Trump, sempre de uma perspectiva esquerdista.
Segundo o Facebook, a operação estava «nos estágios iniciais» e ainda em processo de construção de uma audiência significativa, já que o total de seguidores das páginas era de cerca de 14 mil.
A rede social está em destaque nas eleições presidenciais americanas, que serão realizadas no dia 3 de Novembro, dada a possibilidade de agentes estrangeiros utilizarem a mesma para tentar influenciar a opinião pública e a campanha dos Estados Unidos, como já aconteceu com hackers russos nas eleições de 2016.
Precisamente com o objectivo de tentar limpar a imagem da empresa, o seu fundador e CEO Mark Zuckerberg e a sua esposa, Priscilla Chen, acabam de anunciar uma doação total de 300 milhões de dólares a organizações dedicadas a garantir eleições seguras nos Estados Unidos.
https://www.facebook.com/zuck/posts/10112259254018471
Numa mensagem na rede social, Zuckerberg disse estar «preocupado com as dificuldades da nossa infraestrutura eleitoral este ano devido à pandemia», devido à previsão de um grande aumento do voto por correspondência e ao desafio de manter distâncias de segurança em caso de votação presencial.
Por sua vez, o Twitter também anunciou que suspendeu cinco contas relacionadas com a Peace Data, definindo-as como «actores do Estado russo».








