Os países europeus podem lidar com um aumento nos casos de coronavírus nos próximos meses sem ter de recorrer a bloqueios nacionais, implementando apenas bloqueios locais, disse o director regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, citado pela ‘Sky News’.
O responsável referiu esta terça-feira que os hospitais de todo o continente provavelmente vão registar um aumento no número de pacientes com Covid-19 neste outono, com um aumento nas admissões de pessoas que sofrem da doença a começar já em Outubro.
Ainda assim Kluge sublinha que os países podem e devem «aprender a viver com o vírus» evitando bloqueios nacionais. «Não vamos ser negativos, a pandemia vai ter um fim», disse Kluge à Sky News. «O dia em que vamos vencer a pandemia não é necessariamente quando a vacina chegar. É quando aprendermos a conviver com o vírus, e isso pode ser já amanhã», afirmou.
«Agora podemos direccionar o vírus e trabalhar localmente», afirma acrescentando: «Não podemos excluir bloqueios locais. Para o responsável a reabertura do sector de educação em muitos países é uma «boa notícia», contudo alerta que pode ser necessário «fechar escolas de forma localizada. Temos que estar preparados para isso de forma positiva», afirmou.
O director europeu disse ainda que o Reino Unido e outros países da Europa podem registar aumentos significativos na transmissão da Covid-19, mesmo antes do inverno.
«Não nos podemos esquecer de que estamos a entrar em três fenómenos: o primeiro é a reabertura das escolas para o ano lectivo; o segundo é a época de gripe e o terceiro é o excesso de mortalidade da população idosa no inverno», reforçou Kluge.
Não será uma surpresa, segundo Kluge, «se infelizmente, registarmos um aumento (de internamentos hospitalares) em Outubro e sobretudo no final de Novembro», afirma sublinhando que «não há motivo para pânico, mas temos que estar atentos. É muito cedo para tirar todas as conclusões por enquanto, mas sabemos o que tem de ser feito», acrescentou.
A pandemia da Covid-19 já infectou mais de 25,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, causando ainda mais de 850 mil vítimas mortais, segundo a contagem oficial da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.














