A maioria dos portugueses, cerca de 54,1%, consideram que a crise económica impulsionada pela pandemia da Covid-19 vai piorar na segunda metade deste ano, já 22,6% acreditam que a conjuntura económica não vai sofrer alterações e apenas 17,6% vêm um cenário de melhoria, segundo uma sondagem da Intercampus para o CM, CMTV e ‘Jornal de Negócios’.
O Norte do país, bem como o Algarve, registam as opiniões menos optimistas com 59,8% e 57,7% respectivamente, a estimar que esta segunda metade de 2020 seja financeiramente pior do que a primeira.
O cenário oposto vive-se na região Centro, onde apenas 42,7% dos inquiridos acreditam que a crise pode agravar-se, número que no Alentejo aumenta para os 48,8% e em Lisboa e Vale do Tejo para os 52,8%.
No que diz respeito às opiniões por género, as mulheres são mais pessimistas do que os homens, com 59,9% a considerar que a crise vai piorar no segundo semestre de 2020, contra apenas 47,7% do sexo masculino.
Estas opiniões são sustentadas pela queda histórica do Produto Interno Bruto (PIB) português, de 16,3%, devido a uma paragem repentina da economia, impulsionada pela crise de saúde pública da Covid-19.
Recorde-se que a Comissão Europeia prevê um recuo económico de 9,8%, sendo que o Banco de Portugal vai mais longe e antevê que a redução possa ser de 13%.













