A quebra nos preços do petróleo provocada pela pandemia de COVID-19 está a preocupar o Velho Continente, uma vez que poderá resultar num corte da procura por plásticos reciclados. O receio é expressado por Virginijus Sinkevicius, comissário europeu para o Ambiente, segundo o qual ainda existem poucos dados sobre como o novo coronavírus irá afectar ao certo a pilha de lixo que se acumula na Europa.
«Estamos preocupados com a potencial disrupção dos mercados de plásticos reciclados devido aos preços baixos do crude», afirma o comissário em declarações à agência Reuters. Virginijus Sinkevicius sublinha também os problemas decorrentes das máscaras e luvas descartáveis que são deixadas no chão em vez de colocadas nos contentores correctos.
Com os preços do petróleo a descer, o chamado plástico virgem também se torna mais barato, fazendo com que as empresas tenham mais interesse neste material prejudicial para o ambiente do que na alternativa reciclada. Esta dinâmica poderá ser um obstáculo no caminho da União Europeia para se tornar uma região mais verde: neste momento, são gerados perto de 26 milhões de toneladas de plástico todos os anos e apenas 30% é reciclado. Se a procura por plásticos reciclados diminuir, o rácio deverá piorar em vez de melhorar.
«Neste momento, ainda não temos dados agregados suficientes para chegar a conclusões confiáveis relativamente ao impacto da crise do coronavírus na geração de desperdício plástico, recolha selectiva e reciclagem», ressalva o comissário.













