Jerónimo Martins multada em 26 milhões na Polónia devido a preços enganadores

A Jerónimo Martins é acusada pelo regulador da concorrência da Polóna (UOKiK) de cobrar aos seus clientes preços diferentes.

Executive Digest

A Jerónimo Martins é acusada pelo regulador da concorrência da Polóna (UOKiK) de cobrar aos seus clientes preços diferentes daqueles que apresenta nas prateleiras. Como consequência, foi multada em 15 milhões de zlotys, ou seja, cerca de 26 milhões de euros, segundo adianta o Jornal de Negócios.

A multa tem por base as lojas Biedronka, marca de retalho através da qual a dona do Pingo Doce está presente na Polónia. Depois de várias reclamações por parte dos clientes, o UOKiK decidiu agir: “O Gabinete da Concorrência e Defesa do Consumidor recebeu inúmeras reclamações de consumidores (…) relativas à apresentação incorrecta de preços nas lojas Biedronka”, lê-se no site do regulador.

A mesma publicação adianta que a maioria das queixas assenta no anúncio de um preço mais baixo do que aquele que é depois pago. Os clientes acusam a Biedronka de os enganar.

O UOKiK dá conta de alguns exempos ilustrativos, como é o caso do gelado Carte D’Or cujo preço afixado na arca frigorífico era de 10,99 zloyts até 31 de Agosto do ano passado, mas que acabou por ser vendido por 15,99 zloyts. Há ainda queixas referentes a diferenças entre os preços anunciados nas newsletters ou folhetos promocionais e aqueles que são praticados no momento da compra efectiva.

O regulador indica que há queixas desde, pelo menos, 2016 e que as práticas enganadoras no que aos preços diz respeito incluem ainda a falta de indicação de preço em 14% dos produtos nas lojas.

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«O preço é um dos critérios mais importantes que os consumidores utilizam na escolha dos produtos. Não é permitido induzir os consumidores em erro quanto ao preço correcto dos produtos. No caso da Biedronka, os clientes há muito tempo que pagavam normalmente mais do que o preço nas prateleiras das lojas. Mas nem sempre sabiam disso», afirma Tomasz Chróstny, presidente do UOKiK.

O responsável sublinha ainda que a “a existência de irregularidades também foi confirmada pela própria empresa”, que justifica as falhas com erros humanos decorrentes da grande escala das operações. Porém, Tomasz Chróstny lembra que não há erros deste género noutros retalhistas presentes na Polónia.

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