A Direcção Geral da Saúde (DGS) substituiu quatro pessoas que ocupavam cargos de dirigentes e outras posições de coordenação no espaço de poucas semanas, mas para quem acha que foi propositado, o organismo desmente, falando apenas numa «coincidência», segundo o ‘Público’.
Uma das posições em que ocorreram substituições foi a de subdirectoria-geral, anteriormente ocupada por Diogo Cruz e Catarina Sena, e que actualmente se encontra ao encargo da administradora hospitalar, Vanessa Gouveia e do especialista em saúde pública, Rui Portugal.
Para além destas, a DGS contou ainda com as saídas da directora dos Serviços de Informação e Análise e da chefe de Divisão de Epidemiologia e Estatística, ambos os substitutos chegaram no passado mês de Julho, avança a mesma publicação.
Uma fonte oficial da DGS, citada pelo ‘Público’, assegura que estas substituições não foram propositadas e que não existe qualquer tipo de divergências na organização da resposta à epidemia da Covid-19, tratando-se apenas de «uma coincidência».
Diogo Cruz explicou ao Público que a sua decisão já tinha sido tomada, ainda antes da pandemia, mas acabou por só agora a concretizar, altura em que “as coisas estabilizaram um pouco” e foi encontrado um substituto.
«Foi uma coincidência temporal. A minha decisão (de abandonar o cargo na DGS), já tinha sido tomada antes, é pré-covid, mas abracei de corpo e alma este desafio e, agora que as coisas estabilizaram um pouco, tendo sido arranjado um substituto, achou-se que era o timing certo. Foi tudo calmo e tranquilo», explicou.














