“É uma quebra do PIB que confirma o que já se sabia, tivemos entre abril e maio uma quebra muito acentuada da atividade económica, do consumo interno e do investimento privado, mas sobretudo da quebra exportações”, disse Siza Vieira aos jornalistas, na manhã desta sexta-feira, em reação aos números do Instituto Nacional de Estatística que apontam para para uma contração recorde do Produto Interno Bruto de 16,5% no segundo trimestre deste ano.
O ministro da Economia afirmou que a queda de 16,5% do PIB implica uma revisão das estimativas previstas no Orçamento Suplementar, apesar do “ligeiríssimo aumento” em junho, e cita como razões para este cenário único as quedas no consumo privado, no investimento e sobretudo nas exportações (arrastadas pelos mesmos mais resultados nos países que são os nossos principais compradores).
Contudo, atendendo à “magnitude da queda”, Siza vieira afirmou que “não vai ser possível apoiar todas as empresas”, sugerindo que as empresas devem olhar para os apoios disponíveis. “Quanto mais depressa conseguirmos a retoma, melhor resolveremos os problemas do país”, reforçou.
Mas, “é possível, é provável que algumas empresas não consigam aguentar”, admitiu ainda Siza Vieira.
Na passada quarta-feira, como noticiou a Executive Digest, em reação aos dados do INE que apontaram para uma subida para os 7% da taxa de desemprego, em junho, o ministro afirmava que estes dados “e os mais recentes do IEFP levam-nos, de facto a pensar que o ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”.
“Apesar de termos assistido a um crescimento do número de desempregados, verificamos que em junho já houve mais ofertas de emprego e mais colocações de trabalhadores do que em maio. Ainda é muito pouco mas claramente que já existe aqui um abrandamento da tendência de subida do desemprego”, reforçou o ministro.





