“O ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”, afirma ministro da Economia

“Os números de hoje do Instituto Nacional de Estatística e os mais recentes do INE levam-nos, de facto a pensar que o ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”, afirmou, esta quarta-feira, o ministro da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, em reação aos dados divulgados hoje que apontam para uma subida para os 7% da taxa de desemprego, em junho.

“Apesar de termos assistido a um crescimento do número de desempregados, verificamos que em junho já houve mais ofertas de emprego e mais colocações de trabalhadores do que em maio. Ainda é muito pouco mas claramente que já existe aqui um abrandamento da tendência de subida do desemprego”, reforçou o ministro, numa visita à indústria do calçado, em Felgueiras.

Questionado sobre o efeito do lay-off simplificado sobre estes resultados, o ministro sublinhou, recordando o inquérito às empresas do INE que mostra que para 70% esta medida ajudou a evitar os despedimentos, que “foi de facto uma medida muito eficaz numa situação em que a contração da atividade económica foi total porque muita gente esteve em confinamento. E por isso foi uma medida adequada”.

Agora, “com a atividade económica a retomar lentamente”, Siza Vieira, aponta que o apoio deve ser dirigido para comparticipar o pagamento dos salários nas empresas que ainda não estão a trabalhar em pleno.

Ainda com base no inquérito às empresas do INE, o ministro destacou o facto de 99% já ter regressado à atividade e de, no plano da sua liquidez, as perspetivas dos empresários serem agora melhores do que eram em maio.

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