EUA, Reino Unido e China compram milhões de vacinas. Europa resiste ao açambarcamento

Quaro países europeus tentaram avançar com uma compra massiva de uma futura vacina, mas a Comissão Europeia travou a operação.

Executive Digest

Estados Unidos da América, Reino Unido, China e Brasil estão entre os países que mais ansiedade demonstram relativamente à possíbilidade de ter uma vacina para o novo coronavírus nas mãos. Estabeleceram parcerias com farmacêuticas e compraram quantidades significativas de uma possível solução: entre estes, estão assegurados mais de dois mil milhões de doses.

A Europa, porém, parece resistir ao açambarcamento. Segundo o jornal El Mundo, quatro países (França, Alemanha, Itália e Holanda) tentaram avançar com uma compra massiva de uma futura vacina, mas a Comissão Europeia travou a operação por considerar que o assunto não deve ser tratado individualmente.

Para já, adianta a publicação espanhola, Bruxelas não pretende adquirir uma vacina. Irá esperar até que haja resultados comprovados da eficácia de uma das opções em desenvolvimento, sendo que neste momento há três vacinas candidatas: a da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido); a da CanSino Biologics em colaboração com academia militar chinesa; e a da Moderna com o NIH (EUA). Todas elas já passaram a terceira fase dos ensaios clínicos.

A Comissão Europeia propõe uma espécie de central de compras para facilitar a distribuição da vacina no Velho Continente, em que actuaria como negociador para todos os países europeus. O objectivo é que todos tenham acesso à vacina com as mesmas condições, ou seja, em pé de igualdade.

As doses que França, Alemanha, Itália e Holanda tentaram comprar (400 milhões) não seguirão, por isso, para apenas estas quatro geografias. Ficarão disponíveis na central de compras para todos os Estados-membros. Contudo, só poderá ser efectuada a compra quando a eficácia tiver sido demonstrada.

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