Internamentos em casa aumentaram 400% durante a pandemia

Em maio deste ano havia um total de 2.722 doentes internados em casa, um aumento de 396% face ao mesmo período do ano anterior, em que houve 549 doentes internados em casa.

Revista de Imprensa

A pandemia da Covid-19 levou a um aumento na hospitalização domiciliária em Portugal em doentes com outros problemas de saúde, como forma de libertar camas para doentes infetados com covid e reduzir riscos de infeção hospitalar, avança o Jornal de Notícias esta terça-feira.

De acordo com o JN, em maio deste ano havia um total de 2.722 doentes internados em casa, um aumento de 396% face ao mesmo período do ano anterior, em que houve 549 doentes internados em casa.



Já o número de hospitais a recorrer a esta modalidade praticamente triplicou, de dez em maio de 2019 para 28 em maio deste ano.

Muitos hospitais aumentaram a oferta de hospitalização domiciliária “para poderem libertar camas nos serviços, caso fosse necessário”, disse ao ‘JN’ o coordenador do Programa Nacional de Hospitalização Domiciliária, Delfim Rodrigues.

Até ao final de 2020, é estimado que um total de perto de 11 mil doentes venham a beneficiar desta modalidade de internamento, quase quatro vezes mais do que em 2019.

Delfim Rodrigues acredita que a longo prazo será possível internar em casa entre 400 a 600 mil doentes, que ficam 45% mais baratos ao SNS. “Isto significa que, a médio e longo prazo, podermos poupar entre 500 milhões a 700 milhões de euros”, estima.

Mas há outros ganhos que pesam na balança, tais como os níveis de satisfação dos doentes internados em casa (entre 95% e 100%), a redução da taxa de mortalidade em 24% e a redução em 30% da taxa de reinternamento (nas 72 a 90 dias horas seguintes).

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