Uma sondagem realizada recentemente pela Adecco Portugal apurou que 62% das empresas nacionais tem intenções de contratar até final de 2021.
Naquela que foi uma “abordagem inédita para perceber como as fortes restrições sanitárias afetaram as empresas e a sua força de trabalho durante o primeiro trimestre de 2021”, nas palavras da empresa, estiveram envolvidas 100 empresas portuguesas de vários setores de atividade, com predominância no retalho e indústria.
“Para ter uma perceção mais rigorosa do que se alterou neste primeiro trimestre de 2021 na gestão dos recursos humanos nas empresas, foram colocadas questões de enquadramento à atividade, que permitissem uma leitura mais fina desta realidade no tecido empresarial nacional”, é explicado num comunicado enviado à imprensa.
Na mesma nota, a Adecco revela ainda que somente 10% das empresas tem intenção de despedir até ao final de 2021.
“Na primeira linha das que pretendem contratar as maiores dificuldades das empresas residem na falta de colaboradores mais especializados (61%) por um lado, e com skills mais polivalentes, por outro lado. Este último dado em particular é suportado por 50% dos empregadores que indicam terem tido que realocar recursos durante o período de confinamento. A emergência por perfis flexíveis confirma-se como uma necessidade perante um evento raro como a pandemia Covid-19, que obrigou as empresas a reformularem todas as estratégias para darem resposta à procura de mercado dentro dos seus setores de atividade”, explica a empresa suíça.
Neste contexto, sobre quais as expetativas de recuperação da atividade económica, importa destacar que apenas 5% das empresas considera que a economia vai melhorar muito até final de 2021, e que 31% crê que os impactos negativos vão agudizar-se.
No mesmo inquérito, a 54% das empresas revelou que “acredita que o contexto económico vai melhorar um pouco até ao final do ano, o que perspetiva uma situação positiva na área dos Recursos Humanos”.
“Todavia, deve ter-se em atenção que a maioria das respostas a esta sondagem são dos setores do retalho e indústria, que sofreram um menor impacto da pandemia, ao contrário de setores ligados ao turismo, como hotelaria e restauração, que outros estudos indicam viverem um clima menos otimista”, ressalva a Adecco.
A Adecco Portugal concluiu que, “não obstante mais de metade das empresas ter tido um impacto negativo ou parcialmente negativo (59%) em virtude da pandemia, os apoios ao emprego libertados pela Governo durante o primeiro trimestre de 2021 permitiram à esmagadora maioria das empresas inquiridas (80%), não ter intenções de despedir colaboradores”.







