A análise de António Lagartixo, CEO e Managing Partner da Deloitte
Passados praticamente dois anos do início do contexto pandémico, e ainda num ambiente de incerteza sob o fantasma de novas vagas, riscos associados ao aparecimento de novas variantes e potenciais confinamentos, é com agrado que constato o tom positivo e confiante que pauta os resultados deste barómetro. Num ano em que o FMI prevê que a economia portuguesa registe um crescimento na ordem dos 4,4%, é positivo verificar que mais de um terço das empresas inquiridas espera registar um crescimento superior a 10% e que a esmagadora maioria (84%) assume que irá crescer, em 2021, pelo menos 2,5%. A par dos resultados esperados para este ano julgo que é fundamental olhar para o horizonte e compreender as estratégias e expectativas futuras. Como em muitos outros momentos conturbados da história, considero que também este se poderá assumir como um momento de reinvenção, onde sejam lançadas as bases para o fortalecimento e crescimento sustentado da economia e tecido empresarial português. Como sinal desta possibilidade destaco o facto de 80% das empresas assumir um crescimento no investimento em 2021, assumindo 55% que a estratégia passou pela expansão, diversificação ou internacionalização dos seus negócios. Por último, gostaria ainda de evidenciar os caminhos identificados para o futuro dos negócios e da economia portuguesa. Foram destacadas de forma clara as dimensões inovação e digitalização e igualmente a aposta na gestão de talento e retenção. Num mundo cada vez mais global e concorrencial, acredito que estes são os dois pilares em que as empresas devem alicerçar a construção dos seus factores de diferenciação, assegurando a competitividade dentro e fora de portas.
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 189) da Executive Digest, no âmbito da XXI edição do seu Barómetro.







