WhatsApp recebe luz verde para avançar com serviço de pagamentos

Depois de um primeiro teste em 2018, o WhatsApp recebeu a aprovação por parte das autoridades competentes para avançar com um serviço de pagamentos na Índia.

Executive Digest

Depois de um primeiro teste em 2018, o WhatsApp recebeu a aprovação por parte das autoridades competentes para avançar com um serviço de pagamentos na Índia. Segundo o Financial Times, o Facebook tem luz verde para disponibilizar uma solução financeira naquele que é o maior mercado do WhatsApp (mais de 400 milhões de utilizadores).

A mesma publicação indica que a luz verde chega apenas alguns meses depois de o Facebook ter investido milhares de milhões de dólares na operadora de telecomunicações de Mukesh Ambani, considerado o empresário mais rico da Índia. A Reliance Jio recebeu 5,7 mil milhões de dólares me troca de 10% das suas acções.



«Estou entusiasmado para partilhar que hoje o WhatsApp recebeu aprovação pra lançar os pagamentos em toda a Índia. (…) Por isso, agora, será possível enviar dinheiro a amigos e família facilmente através do WhatsApp tal como se envia uma mensagem», explica Mark Zuckerberg. De acordo com o CEO do Facebook, não existe qualquer custo envolvido e mais de 140 bancos têm já parceria fechada com a solução.

O processo já se vinha a desenrolar há algum tempo mas acabou por ser atrasado devido a um conjunto de alterações impostas pelos reguladores indianos. O Facebook tinha, por exemplo, de guardar os dados de pagamentos na Índia e não nos EUA. Além disso, os dados tinham de estar separados dos dados do Facebook.

Segundo o Financial Times, o WhatsApp irá colocar pressão no mercado de pagamentos da Índia, dominado neste momento pelas soluções PhonePe (Walmart), Google Play e Paytm (apoiada pela Alibaba e Softbank). O investimento na Reliance Jio poderá ajudar a ultrapassar alguns dos principais rivais.

«Não é um timing divino? Está a acontecer depois do negócio do Facebook e da Reliance», comenta Jayanth Kolla, analista de tecnologia na Convergence Catalyst. «Isto abre muitas sinergias para o futuro», garante o especialista em declarações à mesma publicação.

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