Wall Street fecha em baixa com setor tecnológico sob pressão

A bolsa de Nova Iorque encerrou hoje em queda, pressionada por nova descida das ações de empresas de semicondutores, perante receios com os níveis de avaliação e a rentabilidade dos investimentos em inteligência artificial (IA).

Executive Digest com Lusa

A bolsa de Nova Iorque encerrou hoje em queda, pressionada por nova descida das ações de empresas de semicondutores, perante receios com os níveis de avaliação e a rentabilidade dos investimentos em inteligência artificial (IA).


Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average caiu 0,20%, para os 52.552,97 pontos, o Nasdaq Composite, com uma forte presença de empresas tecnológicas, recuou 1,47%, para os 25.881,95 pontos e o S&P 500, mais abrangente, perdeu 0,51%, para 7.533,77 pontos.


“Os fortes resultados trimestrais da TSMC não conseguiram reavivar o entusiasmo entre os fabricantes de chips, uma vez que os mercados continuam preocupados com as avaliações e as perspetivas de pagamento de dividendos”, referiu Jose Torres, da Interactive Brokers.


O maior fabricante mundial de chips eletrónicos, no entanto, anunciou um aumento de 77% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao ano anterior, atingindo os 19,2 mil milhões de euros e superando as expectativas dos analistas.


O grupo taiwanês prevê ainda um crescimento de receitas de 40% para todo o ano e um novo investimento de 100 mil milhões de dólares nos Estados Unidos (EUA) para a instalação de fábricas no país.

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“A pergunta que todos fazem quando o mercado está em baixa é se haverá retorno do investimento para todos estes gastos, que, no final do dia, totalizarão bem mais de 1 bilião de dólares só nos Estados Unidos”, alertou Paul Meeks, da Freedom Capital Markets.


Segundo o mesmo, “o mercado é dominado pelo setor tecnológico, e este setor está sob o controlo daqueles que investem em infraestruturas de IA”, o que explica porque as dúvidas são suficientes para afetar o mercado norte-americano como um todo.


A maior empresa do mundo em termos de valor de mercado, a especialista em semicondutores Nvidia, caiu 2,40%. A Broadcom perdeu 5,03%, a Micron 5,65% e a Marvell Technology caiu 8,71%.

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“Fundamentalmente, estas empresas estão a apresentar resultados sólidos”, e as próximas semanas deverão “confirmar esta força”, de acordo com Meeks.


Já beneficiando de um desempenho financeiro e de previsões melhores do que o esperado, a seguradora de saúde UnitedHealth subiu 1,17% para 423,41 dólares.


O grupo aeroespacial GE Aerospace (queda de 4,07%, para 345,67 dólares) teve um desempenho fraco, afetado pelas preocupações com o crescimento das suas vendas.


A farmacêutica Abbott Laboratories subiu 10,69% para 98,81 dólares, depois de ter elevado a sua previsão para todo o ano, na sequência de um segundo trimestre forte.


No mercado obrigacionista, o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos subiu ligeiramente para 4,56% por volta das 21:15 (hora de Lisboa), em comparação com 4,55% no fecho do dia anterior.

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O mercado continua impulsionado pelos receios inflacionistas ligados à retoma das hostilidades no Médio Oriente.


Após um forte aumento no início da semana, os preços do petróleo estabilizaram, enquanto os investidores acompanhavam de perto o tráfego no estreito de Ormuz e o conflito entre os EUA e o Irão.


Vários membros da Reserva Federal (Fed) dos EUA indicaram estar preparados para aumentar as taxas de juro da instituição em resposta à subida dos preços.


No entanto, a expectativa é que a próxima reunião do banco central resulte na manutenção das taxas nos níveis atuais, de acordo com a ferramenta de monitorização FedWatch da CME.

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