VII Barómetro Executive Digest – Sofia Salgado Pinto

Por Sofia Salgado Pinto, dean da Católica Porto Business School

Filipa Almeida

O investimento em mãos-de-obra qualificada foi um dos principais tópicos analisados pelo painel que constitui o Barómetro da Executive Digest. Ou não estivesse a robotização a crescer a passos firmes.

Por Sofia Salgado Pinto, dean da Católica Porto Business School

Os resultados deste Barómetro suscitam dois comentários sobre investimento em crescimento. Um, no investimento na qualificação e na especialização da mão-de-obra que as empresas precisam para prosseguir os seus projectos de crescimento. Outro, no investimento em inovação e em novas tecnologias. É, ou deveria ser, inquestionável a necessidade de crescimento para a sustentabilidade.

O crescimento exige investimento. E o planeamento do investimento inclui as dimensões de tecnologia e RH que permitem determinado crescimento, a par de uma dimensão de financiamento que possibilita a sua concretização e operacionalização continuada. Sobre a dimensão do financiamento, vamos assistindo a alguma discussão. Sobre a dimensão da tecnologia, foi-se tornando evidente o acesso a desenvolvimento feito externamente, via parceria com as universidades e as startups.

Cerca de 43% dos inquiridos indicam que a sua empresa está envolvida em programas de aceleração/incubação de empresas e 20% diz que tem programas internos de incubação de startups. Mais, cerca de 33% mencionam que a robotização terá, até final do ano, impacto significativo na automação de processos e canalização de colaboradores para outras actividades. Os resultados mostram que ainda há muito que não se sabe sobre impactos quer da tecnologia quer de novos modelos de desenvolvimento da mesma.

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A dimensão “pessoas”, na disponibilidade de perfis adequados, qualificados e especializados, aparece relevada. 37,7% dos inquiridos indicam a falta de formação especializada como razão para a falta de mão-de-obra necessária para o crescimento das empresas. Sobre as razões da baixa produtividade, a segunda mais apontada é a falta de formação de base. O acesso a mão-de-obra qualificada e especializada coloca-se em todas as situações de crescimento.

Estão as políticas da Educação e do ensino superior atentas às necessidades? Estaremos a promover, via Orçamento de Estado, a formação de acordo com o que a sociedade e a Economia precisam? Do lado das empresas importa planear este investimento. Se as pessoas que estão nos negócios não forem fazendo desenvolvimento  como vamos esperar que as empresas cresçam e melhorem?

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