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Um simulador de gestão evoluído

Tudo começou na década de 70, quando Luís Alves Costa, presidente e fundador da SDG (Simuladores e Modelos de Gestão), testou um modelo de simulação empresarial, simples e rudimentar, com os seus alunos de informática – na altura era professor no ISCEF, actual ISEG – Lisbon School of Economics and Management.

A iniciativa teve tanto sucesso que ao tomar conhecimento de um outro simulador de gestão muito mais evoluído desenvolvido por professores na Universidade de Strathclyde em Glasgow, tomou a decisão de assinar um contrato com exclusividade mundial para a utilização do simulador e criou o então Gestão Global, que mais tarde devido à sua internacionalização foi rebaptizado para Global Management Challenge (GMC). O impacto do GMC na evolução da SDG tem sido enorme, conta João Matoso Henriques, director-geral da SDG.

Apesar de hoje não ser a única linha de negócio é a alma da SDG e está intrinsecamente ligado ao crescimento da empresa, já que é a mais importante e reconhecida área de negócio, tanto a nível nacional como internacional. FACTORES CRÍTICOS DE SUCESSO Após a primeira edição em 1980, que decorreu apenas em Portugal, iniciou-se o processo de interna cionalização com a competição a ser disputada no Brasil. Desde aí foram aderindo outros países. Ao longo destes 39 anos, foram registadas entradas e saídas de países, mas «felizmente os que acabam por sair são em muito menor número», afirma o director- -geral da SDG. Sendo que neste momento a competição é disputada em 32 países.

«Neste momento a competição está presente em 32 países, sendo que Portugal, Rússia, China e Macau são os mercados mais importantes em termos de volume de negócio. Portugal porque é o país onde forçosamente estamos há mais tempo e onde o modelo está mais consolidado e os restantes devido ao foco especial que o governo e organizações locais dão ao desenvolvimento de competências», acrescenta. Na edição de 2017 entrou a Índia e a Islândia. «Países de características totalmente distintas e que ainda estão na fase inicial do que esperamos que seja uma longa caminhada com o GMC. Em 2018 entrou o Panamá e tem sido uma boa surpresa.

Tem havido uma grande adesão tendo em conta a dimensão do país, beneficiando do facto de na Cidade do Panamá estarem sediadas muitas multinacionais com centros de decisão para a América Latina», sublinha, desvendando a confirmação das entradas para 2019 da Arábia Saudita, Austrália e Nova Zelândia. «Temos de escolher criteriosamente as nossas prioridades tendo sempre em consideração os recursos que temos à disposição, pois quantos mais países estão envolvidos, mais complicado se torna o nosso dia-a-dia… e a nossa grande dispersão geográfica não ajuda», sublinha João Matoso Henriques, referindo a escolha de bons parceiros como determinante para maximizar as probabilidades de sucesso. Os marcos mais importantes e que fizeram do GMC o que é hoje, segundo João Matoso Henriques, foi: «Encontrar o simulador certo, decidir-se pela internacionalização e juntar as universidades na competição aos quadros das empresas.»

E até agora, já alcançou mais de 600 mil estudantes e quadros de empresas em todo mundo. «A base do sucesso do GMC é sem dúvida o simulador, que proporciona aos participantes uma experiência muito parecida com a realidade. O facto de ser baseado em algoritmos correlacionados, que permitem que as decisões das equipas participantes possam influenciar as das outras equipas e todas influenciarem o mercado em que concorrem, aliado à sua complexidade e consequente dificuldade no processo de tomada de decisão, são factores diferenciadores muito importantes», como explica o director-geral da SDG. Ao longo dos anos, foram feitas várias actualizações de forma a garantir que a experiência dos utilizadores vá reflectindo a evolução dos mercados e das práticas de gestão.

«E claro, como já referi, a sua complexidade, são 76 campos numéricos a preencher por decisão transversais às várias áreas de actividade da empresa (Financeira, Marketing/Comercial, Produção e Recursos Humanos) e o facto de ser baseado em algoritmos correlacionados, garantem o sucesso da experiência a quem participa na competição.» Para além do GMC, a SDG tem mais duas áreas de actuação: a Formação e o Global Investment Challenge (GIC). A Formação tem como base o simulador do GMC, mas na versão anterior, utilizado em programas de formação privada em empresas e universidades. «Nas empresas fazemos acções de formação baseadas em competições privadas, formatadas à medida de acordo com as necessidades e objectivos das empresas. Estas formações são de âmbito nacional, ou no caso de multinacionais, podemos envolver colaboradores/ equipas de várias geografias. Nas universidades fazemos competições e o nosso simulador é também utilizado nas aulas práticas de Gestão de algumas licenciaturas, mestrados e MBAs», dá-nos conta João Matoso Henriques.

Já a edição de arranque do GIC foi em 2008 e trata-se de uma competição online de investimento/ trading, com a duração de 12 semanas, para todas as pessoas, sendo que os estudantes concorrem numa categoria em separado. Tem como objectivo promover a literacia financeira, com foco especial nos produtos financeiros e trading. «Já contou com mais de 40 mil participantes, que fizeram do GIC uma competição de qualidade internacional, reconhecida pela sua dimensão, impacto e interesse que gera no público. A Competição tem merecido o reconhecimento das mais reputadas entidades e líderes de opinião em Portugal e conta com o Apoio da Euronext desde a primeira edição», assegura o director-geral. A SDG está inclusivamente a finalizar uma nova oferta relacionada com simulações empresariais para um novo segmento de mercado.

Em termos estratégicos, a empresa quer continuar a ser a principal plataforma de aproximação do mundo académico e empresarial e em simultâneo apostar cada vez mais no desenvolvimento de competências relacionadas com a estratégia e a gestão, chegando cada vez a mais países e continuar a crescer no número de participantes. A SDG desde a sua fundação foi sempre crescendo de forma sustentada e até à crise de 2008. O período de 2003 a 2008 foi particularmente positivo, mas infelizmente seguiram-se anos complicados.

«No entanto, estamos a crescer há três anos consecutivos e estou seguro que esta tendência irá continuar nos próximos anos», conta satisfeito pelo facto de cada vez mais as empresas e os estudantes estarem conscientes de que a capacitação individual, a aposta no desenvolvimento de competências – sobretudo nas soft Skills – e o desenvolvimento de networking profissional serem factores que influenciam o sucesso das pessoas e consequentemente das organizações. «Como o GMC é uma plataforma que abarca todos estes conceitos e está perfeitamente enquadrado nestas tendências, estou confiante que estamos no caminho certo.

Sobretudo estamos preparados para dar resposta adequada», vinca o director-geral da SDG. Até porque uma cultura forte com história e valores, como o da SDG, constrói-se com a definição clara da missão, valores e estratégia da empresa e… com tempo, salienta o director-geral. Para quem o sucesso é claro. «Felizmente a SDG tem praticamente quatro décadas de actividade e apesar de ter uma estrutura pequena, o núcleo de pessoas tem-se mantido ao longo do tempo e tem-se encarregado de perpetuar a cultura e os valores da SDG.

A forte e carismática liderança do fundador e presidente da empresa, Luís Alves Costa, foi claramente um factor determinante para garantir essa mesma continuidade de valores.» A gestão do negócio é assegurada por uma equipa constituída por oito pessoas em Portugal e por um conjunto de pessoas dedicadas ao GMC nas equipas dos parceiros internacionais em cada um dos países em que está presente.

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