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Um mar de oportunidades

A energia eólica é o pilar da edp renováveis. Agora focada em explorar o potencial eólico no mar (offshore), está a construir o primeiro parque flutuante da península ibérica em águas profundas portuguesas e não vai ficar por aqui

A EDP Renováveis é líder mundial na produção de energia a partir do vento. Por isso, a tecnologia que permite instalar parques eólicos em alto mar, conhecida como eólica offshore, abre à empresa um mar de oportunidades.

Tem-se posicionado em alguns dos principais mercados a nível mundial e tem investido no desenvolvimento de novas tecnologias que permitam fazer progressos neste campo, de forma a conseguir chegar a novas localizações no mar, assim como reduzir o impacto ambiental e aumentar a competitividade destas tecnologias.

A EDP tem como objectivo manter-se como produtora de energia renovável, investigadora e também líder no desenvolvimento de novas tecnologias.

PROJECTOS

Considerando que 71% da superfície terrestre é coberta por água, a EDP tem participado na concepção e desenvolvimento de tecnologias que permitam explorar o potencial eólico no mar. A tecnologia offshore está a evoluir de forma acelerada. Estudos indicam que, nos próximos anos, será cadavez mais competitivo instalar parques eólicos numa superfície tão instável como a marítima. O impacto ambiental também está a conseguir ser reduzido com o avançar da tecnologia. A EDP Renováveis espera que 5% do total da sua capacidade instalada em 2022 seja através desta tecnologia.

WindFloat é o nome do projecto que tem como objectivos explorar um potencial não aproveitado – o mar português, aumentar a diversidade de fontes de energia renovável e posicionar a EDP enquanto líder global de uma tecnologia pioneira. Este projecto, o primeiro parque flutuante da Península Ibérica, estará situado ao largo da costa de Viana do Castelo e vai permitir replicar este tipo de tecnologia noutros países.

«O Windfloat pertence ao consórcio Windplus, liderado pela EDP Renováveis (54,4%) e que conta também com a Engie (25%), Repsol (19,4%) e a Principle Power Inc. (1,2%). Foi criado com o propósito de operar um parque eólico offshore, actuando com turbinas de produção de energia que estarão assentes em bases flutuantes, em alto mar, instaladas numa localização até agora inacessível à produção de energia e sujeita a ondas elevadas e a condições metereológicas adversas», dá-nos conta fonte oficial da EDP.

O primeiro protótipo desenvolvido pela EDP conseguiu gerar energia eólica com sucesso, sob condições climatéricas extremas, tais como ondas de 17 metros e até ventos de 60 nós durante cinco anos, levando agora à criação deste parque eólico com fins comerciais. O objectivo do projecto é conseguir aceder a uma nova forma de energia eólica, em águas profundas como as portuguesas.

Hoje, os esforços da EDP Renováveis estão concentrados no projecto Windfloat, dada a natureza pioneira do mesmo. Mas a empresa, assim como todo o grupo EDP, diz estar sempre à procura das melhores soluções para promover as energias renováveis. É também o caso dos parques eólicos offshore que têm estruturas fixas ao solo marinho, e que podem ser utilizados em mares com menor profundidade. É o caso dos projectos que a empresa já está a desenvolver nos mercados francês e britânico.

Em Março, foi anunciada a criação de uma joint-venture com a Engie focada na energia eólica marítima, quer em parques flutuantes como de estrutura fixa, que vai permitir a ambas continuar a desenvolver novas tecnologias e apresentar propostas mais competitivas, que permitam entrar em novos mercados.

Ambas as empresas vão alocar as suas carteiras de activos actuais, em construção ou em desenvolvimento. Juntas, têm 1,5GW em construção e 4GW em desenvolvimento. Esta nova entidade concentrará todos os investimentos da EDP e da Engie neste sector, de forma a conseguir encontrar e captar as melhores oportunidades por todo o mundo, e será uma das cinco maiores operadoras da tecnologia eólica offshore a nível mundial. Com esta parceria, o objectivo é ter em construção ou operação projectos entre 5GW a 7GW até 2020 e entre 5GW a 10GW em desenvolvimento avançado, no mesmo período.

A EDP Renováveis está a desenvolver centrais eólicas marítimas em quatro países: Portugal, França, Escócia e Estados Unidos da América. O objectivo da empresa é ter os projectos a produzirem electricidade até 2022. «O balanço não podia ser mais positivo. Estamos a cumprircom os objectivos para cada um desses projectos», destaca fonte oficial. E não vão ficar por aqui, actualmente, têm já vários objectivos identificados, sendo que a empresa procura países que tenham um quadro regulatório claro e estável, que permita ter uma visibilidade a longo prazo dos projectos. «Tal como foi amplamente debatido na última cimeira do G20, é necessária uma transição energética, que dote as economias mundiais de uma maior exposição a fontes de energia renovável e menos aos combustíveis fósseis, como o carvão.

Neste contexto, os nossos objectivos estão concentrados, principalmente, nos mercados europeu, norte- -americano e em alguns países asiáticos, onde é expectável que haja maior crescimento deste sector», conforme adianta a fonteoficial da EDP. Alemanha, China e Reino Unido são alguns dos países que mais têm apostado na tecnologia offshore. De facto, os britânicos lideram o uso desta tecnologia, com mais de 33% de parques eólicos instalados a nível mundial e com um plano que pretende que um terço do seu mix energético seja proveniente de parques eólicos offshore.

Portugal tem mais de 1800 quilómetros de costa com forte exposição ao vento. O País já posicionou a energia eólica marítima como um pilar do seu plano de descarbonização até 2050, que tem como objectivos que se gerem, a partir desta tecnologia, 400MW até 2030 e 1,9GW até 2050. Se somarmos os avanços tecnológicos que o grupo EDP tem alcançado através do Windfloat, a margem de crescimento é vasta.

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