
A União Europeia decidiu recuar com a proposta dos testes mais rigorosos sob as emissões dos veículos, após a insistência de vários governos da UE que se mostraram preocupados com os fabricantes automóveis e os seus potenciais aumentos de custos.
Assim sendo, Elzbieta Bieńkowska, comissária da política industrial europeia, decidiu “atenuar” a proposta que visava começar a medir as emissões de óxido de azoto causadoras de poluição atmosférica em condições reais de condução já em setembro de 2017. A ideia destes mesmos testes surgiu após ter sido comprovado que as emissões em estrada eram quase 500% maiores que as indicadas nos laboratórios.
Posto isto ficou acordado que os níveis reais de NOx libertados para a atmosfera poderiam ser até mais 110% do que os estimados durante um período de 27 meses, isto é até 2020, valores que se situam muito aquém do previamente proposto: um máximo de 60% a mais até o outono de 2019.
Bieńkowska concordou ainda em permitir que haja uma superação de 50% a partir de 2020 face ao limite atual imposto pela UE – as 80 miligramas por quilómetro.
Esta medida revela não só uma forte influência política dos fabricantes na UE como também uma tentativa da Comissão em tentar considerar os interesses tanto dos consumidores como das marcas.
É importante salientar no entanto que, no Parlamento Europeu, 751 deputados consideraram que a medida foi demasiado branda e que os fabricantes deveriam todos atingir os limites primordialmente impostos pela UE até ao final de 2017.
UE recua com a proposta de testes mais rigorosos
A União Europeia decidiu recuar com a proposta dos testes mais rigorosos sob as emissões dos veículos, após a insistência de vários governos da UE que se mostraram preocupados com os fabricantes automóveis e os seus potenciais aumentos de custos. Assim sendo, Elzbieta Bieńkowska, comissária da política industrial europeia, decidiu “atenuar” a proposta que visava começar a medir as emissões de óxido de azoto causadoras de poluição atmosférica em condições reais de condução já em setembro de 2017. A ideia destes mesmos testes surgiu após ter sido comprovado que as emissões em estrada eram quase 500% maiores que as indicadas nos laboratórios. Posto isto ficou acordado que os níveis reais de NOx libertados para a atmosfera poderiam ser até mais 110% do que os estimados durante um período de 27 meses, isto é até 2020, valores que se situam muito aquém do previamente proposto: um máximo de 60% a mais até o outono de 2019. Bieńkowska concordou ainda em permitir que haja uma superação de 50% a partir de 2020 face ao limite atual imposto pela UE – as 80 miligramas por quilómetro. Esta medida revela não só uma forte influência política dos fabricantes na UE como também uma tentativa da…
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